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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Hoje tenho saudades tuas!

Pus-me a ler coisas... E o resultado é este. Saudades tuas... Saudades de Nós! Saudades do que Eu era contigo..

Tudo parece tão distante, tão efémero... Esfumou-se com o passar dos anos, no meio da espuma do mar... Não sei... Não creio... Não creio que tenhas estes momentos...
Às vezes acho que vou ensandecer... Se calhar, até já ensandeci!

A mente não pára, não dorme... Não me permite esquecer.. Ou pelo menos arquivar a memória para sempre... Mas se calhar... Arquivava a memória, mas a chaga continua em sangue no coração... Quer dizer... Mais ou menos... Se calhar já é uma ferida quase cicatrizada... Mas depois vou lá eu, e coloco o dedo na ferida e pressiono... Pressiono até sair sangue, outra vez. Até sentir Dor... Se calhar porque é a única forma que tenho de Sentir...

Acho que estou dormente. Nada provoca em mim, nada.
Retiro algum prazer da música... Mas penso que se calhar Tu irias gostar daquela e que, tal e qual como nos velhos tempos, íamos a cantar no carro, pelo caminho fora, com gestos estupidos de mãos e dedos, ao som de um "Hit The Road Jack"..
Ou de horas de trabalho... E de repente, estupidamente, começar a trautear o "Strangers In The Night"... (continuo sem saber a letra...!)... Ou saídas à noite a terminarem num estado para lá do sóbrio, a descer o Bairro Alto e a cantar o "Conquistador"...

Será que te lembras?!
"I've Got You Under My Skin" será sempre a música que me fará lembrar de ti... Sempre... Porque ainda é assim... E porque se calhar, será sempre assim...

E depois, existe aquela, que desde o primeiro dia me faz sempre lembrar de ti, sempre... Porque eras Tu... "I'm Yours" do Jason Mraz... Desde o primeiro dia...

O tempo demora muito tempo.. E logo agora, que eu decidi que devia respeitá-lo, ele insiste em pesar... Os dias passam depressa, mas o tempo em si, parece parado, suspenso.. Parece que entro numa realidade paralela...

Vou continuar à espera que a ferida cure e feche. Dizem que o Tempo cura tudo, não é?!
Pode ser que me cure a mim, também...

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Que dizer quando o Passado bate à porta?! Mais.. Que dizer quando a única pessoa que gostaríamos que desse notícias... Não dá?!

Ou melhor... Se calhar até deu, de certa forma, mas como disse que era para ignorar... Subentendi que seria coincidência.

É triste que a única pessoa de quem eu realmente guardo boas memórias e por quem, no fundo, tenho um enorme carinho, esteja tão distante...

Como é que fazemos isto?! Como é que criamos fossos tão fundos, em lugar de pontes tão próximas?!

Sei que tenho saudades tuas... Mas a distância e o tempo, tornam cada vez mais dificil a capacidade de verbalizar algo tão simples...

domingo, 1 de novembro de 2015

Ontem foi um dia em que, confesso, a vontade de sair de casa não era muita.

Diziam que ia chover, e a preguiça implorava que o corpo ficasse na cama. Mas já me tinha comprometido com umas amigas e apressei-me a despachar.
Até porque tinha metido na cabeça que desta vez iria levar uma sobremesa.

Estas amigas, conheci-as através de uma relação que terminou.
Ao contrário do que seria de esperar, foi possivel manter o contacto. Ninguém obrigou ninguém a escolher lados (até porque seria absolutamente rídiculo), e de tempos a tempos combinamos almoços que terminam em jantares.
Elas são aquele género de pessoas que dão tudo, desmedidamente, porque quando gostam de alguém, gostam a sério.
A única coisa com que nos ficamos a sentir mal, é o não ajudarmos a cozinhar e porque nunca nos deixam levar nada!! Também têm amigos assim, certo?!
Desta vez, impus-me!!

E apressei-me a ir a algum lado comprar alguma coisa. O cheesecake de frutos vermelhos parecia uma boa opção, já que bolos de chocolate se tornam deveras pesados. Uns docinhos do Algarve.. E pus-me a caminho. Finalmente não ia chegar de mãos a abanar e a barriga a roncar!

Depois do caminho do autocarro e a chegada à estação de comboios, fiquei deveras frustrada ao constatar que ao fim de semana, alguns horários de comboios são suprimidos, o que quer dizer que fiquei 40 minutos à espera do comboio, e elas à minha espera.

Apesar de tudo, não á melhor imagem que passar o rio, e estar bom tempo, e por isso é possivel antever os raios de sol a brincar na água e a cidade!

Melhor ainda, é passar a ponte, à noite, e ver a cidade e todas as luzinhas que deixam ver a vida que a cidade tem pela noite a dentro.

Fez-me tão bem estar com elas, sem complicações, sem ter de pensar no que falar, porque o assunto simplesmente surge, e principalmente, não me sentir constrangida por achar que não pertenço ali.

Elas não me fazem sentir isso. Estou-lhes eternamente agradecida por me permitirem partilhar da vida que criaram e por não julgarem e aceitarem o que sou e como sou.

A aceitação torna tudo tão mais fácil, não é verdade?!