"Errar é humano, perdoar, divino." - Alexander Pope
"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as minhas opiniões porque não me envergonho de raciocinar e aprender." - Alexandre Herculano
"O dever do Homem perante a vida consiste em seguir sempre em frente." - Alexander O'Neill
"O melhor conselho é o da experiência; o certo, porém, é que chega sempre demasiado tarde." - Amelot de Houssauye
"A felicidade não se encontra nos bens exteriores." - Aristóteles
"É o destino que baralha as cartas, mas somos nós que as jogamos." - Arthur Schopenhauer
"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal
"Não há fórmula ou solução perfeita. Há uma corrente de eventos contra a qual não se pode ir mas com a qual se pode navegar." - Charles Handy
"A nossa glória não resido no facto de nunca cairmos, mas sim em levantar-mo-nos sempre, depois de cada queda." - Confúcio
"Não abandones um velho amigo, que os novos valem sempre menos" - Eclesiastes
"Só me sinto verdadeiramente Eu, quando sou insuportávelmente infeliz." - Franz Kafka
"Quando o Homem sabe reconhecer os limites da própria inteligência, está mais perto da perfeição." - Goethe
"A ira não é mais do que uma loucura momentânea: por isso controla a tua emoção ou ela controlar-te-á." - Horácio
"Nunca te desculpes: os teus amigos não precisam de desculpas e os teus inimigos não acreditam nelas." - Hubbard
"Quando se fecha uma porta para nós, há outra que se abre. O mal é que ficámos tão ressentidos com a porta que se fechou, que não nos apercebemos da que se abriu." - J. P. Schmitt
"Paciência e tempo, conseguem mais que força e raiva." - La Fontaine
"Não nos libertamos de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau." - Mark Twain
"A liberdade nunca é voluntariamente concedida pelo opressor, deve ser exigida pelo oprimido." Martin Luther King
"O génio, é a arte de ser oportuno" - Napoleão Bonaparte
"Aquele que usa palavras difíceis não está a tentar informar-te, está a tentar impressionar-te." - O. Miller
"Muitas pessoas preocupam-se em não falar com a boca cheia, mas não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca." - Orson Welles
"Ninguém anseia por aquilo que facilmente obtém." - Ovídio
"Não há nada no mundo que esteja mais repartido que a Razão: toda a gente está convencida de que tem razão de sobra." - René Descartes
"Eleva a tal ponto a tua alma, que as ofensas não a possam alcançar." - René Descartes
"Se te queres conhecer, observa os outros; se queres entender os outros, olha para o teu coração." - Shiller
"As pessoas pedem críticas, mas o que realmente querem é ser louvadas." - Somerset Maugham
"O amor, não vê com os olhos, mas sim com a alma." - William Shakespeare
"As coisas raramente são boas ou más, a nossa mente é que as torna assim." - William Shakespeare
Uma salada de poetas, de músicos, de emoções, de tristezas e desabafos. É o meu mundo!
welcome
partilhem!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Não sei
E o tempo passa... O Outono já chegou, já acabaram as noites quentes de Verão e das loucuras... E no entanto, continua a estar tanto calor como se estivássemos no Verão.
Será que as hormonas das pessoas irão continuar aos saltos? Será que a loucura não passou, porque ainda está calor?
Tantas palermices que se dizem e pensam...
Fazem bem, os que vivem o dia a dia, sem pensarem nem no passado nem no futuro. Mas ao mesmo tempo, não serão inconscientes e pouco constantes?
Viva ao regresso à escrita... No entanto, sem coerência nenhuma!
Nada do que escrevo tem lógica ou é racional... Estarei a perder a minha lógica e a minha racionalidade? Muito embora, apareçam dias em que a única coisa que apetece é fazer coisas sem nexo e em que ninguém tenha consciência....
Do género... Acordar no dia seguinte, perfeitamente normal e sem nenhum tipo de peso... Mas a realidade, é que são poucas as pessoas que o fazem...
Não sei se é preciso coragem, ou se as pessoas nascem já é assim....
Enfim... Dentro da minha cabeça, só perguntas... Nenhumas respostas....
Será que as hormonas das pessoas irão continuar aos saltos? Será que a loucura não passou, porque ainda está calor?
Tantas palermices que se dizem e pensam...
Fazem bem, os que vivem o dia a dia, sem pensarem nem no passado nem no futuro. Mas ao mesmo tempo, não serão inconscientes e pouco constantes?
Viva ao regresso à escrita... No entanto, sem coerência nenhuma!
Nada do que escrevo tem lógica ou é racional... Estarei a perder a minha lógica e a minha racionalidade? Muito embora, apareçam dias em que a única coisa que apetece é fazer coisas sem nexo e em que ninguém tenha consciência....
Do género... Acordar no dia seguinte, perfeitamente normal e sem nenhum tipo de peso... Mas a realidade, é que são poucas as pessoas que o fazem...
Não sei se é preciso coragem, ou se as pessoas nascem já é assim....
Enfim... Dentro da minha cabeça, só perguntas... Nenhumas respostas....
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Nem um sorriso...
Porque hoje, foi um daqueles dias horrorosos, que nem um sorriso me arrancou da cara.
Hoje bem que quis sair de onde estava, partir à aventura... Ir em busca de raízes ou mais propriamente de um refúgio.
Mas simplesmente, não foi possível.
Nem um sorriso se esboçou ou chegou aos olhos...
A tristeza é escura... Não sei se é profunda, ou mesmo de onde apareceu; só espero que não se instale....
Desejo que desapareça. Espero bem que o faça.
Hoje bem que quis sair de onde estava, partir à aventura... Ir em busca de raízes ou mais propriamente de um refúgio.
Mas simplesmente, não foi possível.
Nem um sorriso se esboçou ou chegou aos olhos...
A tristeza é escura... Não sei se é profunda, ou mesmo de onde apareceu; só espero que não se instale....
Desejo que desapareça. Espero bem que o faça.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Indagações
É complicado tentar manter a mente sã, quando tudo à volta nos obriga a ir noutro sentido.
Quando será que a corrente vai seguir, toda, para o mesmo lado?
Quando será que a corrente vai seguir, toda, para o mesmo lado?
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Pensamento da Madrugada
"A paz é algo que não se conquista, alcança-se."
Por algum motivo, não consigo alcançar a minha paz! Haverá alguma explicação?
domingo, 14 de junho de 2009
A Gente Vai Continuar
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Jorge Palma
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Jorge Palma
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Duas almas...
Venham todas as histórias encantadas e desencantadas...
Venham as promessas de amor para toda a vida, e os pactos de não traição.
Esta é apenas uma história como todas as outras... Um amor que aparentava ser para sempre, mas logo se acabou...
Eram duas almas sofridas, que se encontram no cumo do Verão. Apaixonaram-se sem dar por conta, e nunca mais se largaram.
Faziam tudo juntos, porque o tempo de ambos assim o permitia. Os amigos sentiram o afastamento, mas todos compreenderam. Novo amor, nova relação. Altura de descoberta e de partilha.
Eram perfeitos um para o outro, o mau feitio de um contrabalançava a teimosia do outro. E eram felizes, céus, como eram felizes.
Foi-se passando o tempo, e o tempo de ambos foi ficando menor. Entre trabalho, aulas e outras actividades, tudo ficava complicado. Mas nenhum dos dois desistiu.
De um momento para o outro, a rapariga, começa a sentir um afastamento, liga uma série de coincidências (que não eram mais do que isso) e pensa que ele a traiu. Começa a sofrer, e a chorar, e o coração parte-se e definha sozinho.
É que ela não é capaz de falar. Ela cala o que sente, guarda tudo dentro de si. Mesmo quando desabafa com outrem, nunca conta completamente o que sente.
Mas como ama desesperadamente, fica e tenta aguentar a relação. Talvez com esperança que tudo volte ao normal, que ele volte a olhar para ela como dantes. E a sua ilusão é tão fortemente realista, que ela já nem distingue a própria realidade.
Devido à fragilidade em que se encontra, deixa que um outro alguém se aproxime. Até se sente confusa, mas a realidade é apenas essa, uma ligeira confusão, criada pela sua mente e não pelo seu coração. Mas quem se aproximou é insistente, até desafiante, cria imagens perfeitas de algo que não existe, e quer obrigá-la a escolher. Ao sentir o peso de uma escolha nos ombros, escolha essa que nunca quis fazer, decide ficar como está, sem saber ao certo o que sente.
E tudo parece normalizar, mas no seu espírito, algo não ficou curado e teima em se ausentar.
E então por isso, acaba-se a relação perfeita, que tanto prazer, deu a semear.
Seguem-se uma série de confusões e mais umas quantas indagações.
Uma série de suspeitas, mas nenhumas constatações.
Assumem que houve traição, mesmo sem ter havido, apenas porque foram feitas escolhas com que ninguém está de acordo.
Se ela assumiu que pensou mal, ao achar que ele a tinha traído; todos os amigos que seriam comuns, acham que ela o traiu a ele e a eles todos.
Ninguém compreende a necessidade de tristeza e de abstenção. Ninguém compreende a necessidade de ver novas caras e novos locais.
Todos acham que se deu uma troca por troca, quando na realidade, foi apenas uma mudança temporária.
Mas como ninguém aceita, começam com acusações.
Com o feitio que tem, ela chateou-se com meio mundo, quase mesmo até com quem não se queria chatear.
Apesar dos novos amigos, sente-se um pouco sozinha.
Sente falta daqueles com quem cantava e ria, não é que não o faça agora, mas é tudo diferente.
E ele... Ele vai-se afastando porque se encontra magoado.
Encontra-se magoado, com a desconfiança dela, com aquilo que considerou mentiras, com a suposta traição, com as indecisões dela, tudo ajudado com aquilo que lhe foram dizendo. E como é óbvio, cria-se uma autêntica salada russa.
Ela não sabe o quer quer. Só sabe que sente saudades... E, céus, são bastantes... Mas ao mesmo tempo, quer estar assim, sozinha...
Mas ele não compreende, e ela não sabe explicar.
E no meio disto tudo...
Ficam as lágrimas para contar história.
E não há mais nada a dizer!
Venham as promessas de amor para toda a vida, e os pactos de não traição.
Esta é apenas uma história como todas as outras... Um amor que aparentava ser para sempre, mas logo se acabou...
Eram duas almas sofridas, que se encontram no cumo do Verão. Apaixonaram-se sem dar por conta, e nunca mais se largaram.
Faziam tudo juntos, porque o tempo de ambos assim o permitia. Os amigos sentiram o afastamento, mas todos compreenderam. Novo amor, nova relação. Altura de descoberta e de partilha.
Eram perfeitos um para o outro, o mau feitio de um contrabalançava a teimosia do outro. E eram felizes, céus, como eram felizes.
Foi-se passando o tempo, e o tempo de ambos foi ficando menor. Entre trabalho, aulas e outras actividades, tudo ficava complicado. Mas nenhum dos dois desistiu.
De um momento para o outro, a rapariga, começa a sentir um afastamento, liga uma série de coincidências (que não eram mais do que isso) e pensa que ele a traiu. Começa a sofrer, e a chorar, e o coração parte-se e definha sozinho.
É que ela não é capaz de falar. Ela cala o que sente, guarda tudo dentro de si. Mesmo quando desabafa com outrem, nunca conta completamente o que sente.
Mas como ama desesperadamente, fica e tenta aguentar a relação. Talvez com esperança que tudo volte ao normal, que ele volte a olhar para ela como dantes. E a sua ilusão é tão fortemente realista, que ela já nem distingue a própria realidade.
Devido à fragilidade em que se encontra, deixa que um outro alguém se aproxime. Até se sente confusa, mas a realidade é apenas essa, uma ligeira confusão, criada pela sua mente e não pelo seu coração. Mas quem se aproximou é insistente, até desafiante, cria imagens perfeitas de algo que não existe, e quer obrigá-la a escolher. Ao sentir o peso de uma escolha nos ombros, escolha essa que nunca quis fazer, decide ficar como está, sem saber ao certo o que sente.
E tudo parece normalizar, mas no seu espírito, algo não ficou curado e teima em se ausentar.
E então por isso, acaba-se a relação perfeita, que tanto prazer, deu a semear.
Seguem-se uma série de confusões e mais umas quantas indagações.
Uma série de suspeitas, mas nenhumas constatações.
Assumem que houve traição, mesmo sem ter havido, apenas porque foram feitas escolhas com que ninguém está de acordo.
Se ela assumiu que pensou mal, ao achar que ele a tinha traído; todos os amigos que seriam comuns, acham que ela o traiu a ele e a eles todos.
Ninguém compreende a necessidade de tristeza e de abstenção. Ninguém compreende a necessidade de ver novas caras e novos locais.
Todos acham que se deu uma troca por troca, quando na realidade, foi apenas uma mudança temporária.
Mas como ninguém aceita, começam com acusações.
Com o feitio que tem, ela chateou-se com meio mundo, quase mesmo até com quem não se queria chatear.
Apesar dos novos amigos, sente-se um pouco sozinha.
Sente falta daqueles com quem cantava e ria, não é que não o faça agora, mas é tudo diferente.
E ele... Ele vai-se afastando porque se encontra magoado.
Encontra-se magoado, com a desconfiança dela, com aquilo que considerou mentiras, com a suposta traição, com as indecisões dela, tudo ajudado com aquilo que lhe foram dizendo. E como é óbvio, cria-se uma autêntica salada russa.
Ela não sabe o quer quer. Só sabe que sente saudades... E, céus, são bastantes... Mas ao mesmo tempo, quer estar assim, sozinha...
Mas ele não compreende, e ela não sabe explicar.
E no meio disto tudo...
Ficam as lágrimas para contar história.
E não há mais nada a dizer!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Maria...
Todas as noites, alguém olha para o céu em busca de algo que não sabe o nome.
Olha para as estrelas e questiona-se, sobre o seu Futuro; e, talvez, no meio dessas indagações encontre algumas respostas ás atitudes que teve no seu Passado.
E foi assim que eu conheci a Maria, ao pé do rio, num banco de pedra.
Ela estava a olhar para o céu, e além da sua expressão pensativa, jorravam-lhe lágrimas pela face. Lágrimas essas que ela nem se esforçava por controlar.
Nunca lhe perguntei, o que se passava com ela, mas até hoje acredito piamente, que se encontrava a lavar a sua alma de todos os despojos do seu Passado.
A Maria era uma jovem que se considerava com uma beleza puramente normal, e possivelmente, por isso mesmo, é que não tinha noção da quantidade de cabeças que se viravam, apenas para a ver passar.
A realidade, é que a Maria tinha uma beleza exótica. Não era bonita, mas era extremamente atraente. Uma bela morena; de olhos castanhos enigmáticos, que pareciam prometer o universo; uns lábios carnudos, mas não excessivamente; de uma estatura mediana cheia de curvas. Vestia-se com gosto e elegância; e tinha uma presença profundamente marcante.
Apesar de todos os atributos físicos, Maria tinha um problema em encaixar-se na sociedade. Ela era extremamente tímida! E talvez, por isso mesmo, me intrigue tanto o acontecimento daquela noite de Verão, quando nos falámos pela primeira vez. Afinal, com o tempo que foi passando, fui conhecendo, cada vez melhor, a sua personalidade.
Descobri, que aquele lugar ao pé do rio, tinha um tremendo significado para ela, pois passara os melhores momentos da sua vida, a partilhar aquela vista e aquele céu, com alguém muito especial.
Alguém que tinha partido, e que ela ainda não tinha sido capaz de aceitar essa dura realidade.
Tivemos longas conversas, eu e a Maria.
Ela disse-me que sonhava em conhecer locais bonitos, em que se complementassem as paisagens pacíficas de prados verdejantes e de montanhas, com lagos, rios ou mar, de um azul cintilante. Disse-me que gostava de viajar pela Europa, para descobrir o que os nosso antepassados criaram, nas suas conquistas de novas terras. Disse-me que gostaria de ter mais noções de literatura, arquitectura, pintura, música... Tudo o que a fizesse sentir feliz, já que ela não se sentia assim há muito tempo.
Com a Maria, descobri que é possível viajar dentro da nossa cabeça, e visitar todos os sítios que queremos, sem demorar horas ou dias. Descobri que, toda a sua força de vontade residia na Fé que tinha no coração, e no facto de nunca questionar o que lhe acontecia de mau ou de bom.
Com ela, descobri que a amizade é algo que se cultiva, que é preciso cuidar, dar atenção, amor e carinho; para que ela não morra de um momento para o outro!
Com ela aprendi, que existem pessoas que passam na nossa vida, mas que não têm necessariamente de permanecer. São pessoas que passam na nossa vida, para nos transmitir algo, para nos falar das suas experiências, para nos mostrar coisas novas. Também aprendi, que as pessoas que permanecem nas nossas vidas, são importantes para nós, e que criam algum tipo de laço visceral, que não se corta, só porque sim.
A Maria, foi apenas uma pessoa que passou na minha vida. Ensinou-me o que tinha para me ensinar, e partiu, possivelmente para ensinar mais alguém ou vir a conhecer a tal pessoa com quem poderia criar um laço visceral.
De tempos a tempos, tenho notícias dela. Sei que está bem, sei que é uma pessoa mais sociável, com um bom trabalho, com uma família espectacular. E que, acima de tudo, está sempre com um sorriso fenomenal no rosto.
E foi essa a lição mais preciosa que a Maria me deu:
"Vais encontrar muitas pessoas no teu caminho; o caminho que vais ter de percorrer sozinha ou acompanhada, consoante a escolha que tu fizeres. Vão existir pessoas, com quem irás sentir uma empatia imediata, pessoas essas com quem vais criar laços tão fortes, que só a ideia de se chatearem te iria deixar doente. Também vais encontrar pessoas, que automaticamente, te vão deixar com o pé atrás, e que saberás imediatamente que não se preocupam nem contigo, nem com o teu bem estar.
Por isso te digo, aconteça o que te acontecer, façam-te o que fizerem, está sempre com um sorriso nos lábios.
O sorriso desarma qualquer tentativa de maltratar e de inferiorizar.
Como é óbvio, vão tentar pisar-te, sempre. Mas nunca deixes que te façam sentir inferior, imprestável e acima de tudo, burra! Não te rebaixes!
O sorriso, é a melhor arma que uma pessoa tem, para desarmar os inimigos!
Por isso lembra-te, nunca deixes de sorrir. Sorri á vida para que ela te sorria de volta!"
E foi assim, que a Maria passou na minha vida!
Olha para as estrelas e questiona-se, sobre o seu Futuro; e, talvez, no meio dessas indagações encontre algumas respostas ás atitudes que teve no seu Passado.
E foi assim que eu conheci a Maria, ao pé do rio, num banco de pedra.
Ela estava a olhar para o céu, e além da sua expressão pensativa, jorravam-lhe lágrimas pela face. Lágrimas essas que ela nem se esforçava por controlar.
Nunca lhe perguntei, o que se passava com ela, mas até hoje acredito piamente, que se encontrava a lavar a sua alma de todos os despojos do seu Passado.
A Maria era uma jovem que se considerava com uma beleza puramente normal, e possivelmente, por isso mesmo, é que não tinha noção da quantidade de cabeças que se viravam, apenas para a ver passar.
A realidade, é que a Maria tinha uma beleza exótica. Não era bonita, mas era extremamente atraente. Uma bela morena; de olhos castanhos enigmáticos, que pareciam prometer o universo; uns lábios carnudos, mas não excessivamente; de uma estatura mediana cheia de curvas. Vestia-se com gosto e elegância; e tinha uma presença profundamente marcante.
Apesar de todos os atributos físicos, Maria tinha um problema em encaixar-se na sociedade. Ela era extremamente tímida! E talvez, por isso mesmo, me intrigue tanto o acontecimento daquela noite de Verão, quando nos falámos pela primeira vez. Afinal, com o tempo que foi passando, fui conhecendo, cada vez melhor, a sua personalidade.
Descobri, que aquele lugar ao pé do rio, tinha um tremendo significado para ela, pois passara os melhores momentos da sua vida, a partilhar aquela vista e aquele céu, com alguém muito especial.
Alguém que tinha partido, e que ela ainda não tinha sido capaz de aceitar essa dura realidade.
Tivemos longas conversas, eu e a Maria.
Ela disse-me que sonhava em conhecer locais bonitos, em que se complementassem as paisagens pacíficas de prados verdejantes e de montanhas, com lagos, rios ou mar, de um azul cintilante. Disse-me que gostava de viajar pela Europa, para descobrir o que os nosso antepassados criaram, nas suas conquistas de novas terras. Disse-me que gostaria de ter mais noções de literatura, arquitectura, pintura, música... Tudo o que a fizesse sentir feliz, já que ela não se sentia assim há muito tempo.
Com a Maria, descobri que é possível viajar dentro da nossa cabeça, e visitar todos os sítios que queremos, sem demorar horas ou dias. Descobri que, toda a sua força de vontade residia na Fé que tinha no coração, e no facto de nunca questionar o que lhe acontecia de mau ou de bom.
Com ela, descobri que a amizade é algo que se cultiva, que é preciso cuidar, dar atenção, amor e carinho; para que ela não morra de um momento para o outro!
Com ela aprendi, que existem pessoas que passam na nossa vida, mas que não têm necessariamente de permanecer. São pessoas que passam na nossa vida, para nos transmitir algo, para nos falar das suas experiências, para nos mostrar coisas novas. Também aprendi, que as pessoas que permanecem nas nossas vidas, são importantes para nós, e que criam algum tipo de laço visceral, que não se corta, só porque sim.
A Maria, foi apenas uma pessoa que passou na minha vida. Ensinou-me o que tinha para me ensinar, e partiu, possivelmente para ensinar mais alguém ou vir a conhecer a tal pessoa com quem poderia criar um laço visceral.
De tempos a tempos, tenho notícias dela. Sei que está bem, sei que é uma pessoa mais sociável, com um bom trabalho, com uma família espectacular. E que, acima de tudo, está sempre com um sorriso fenomenal no rosto.
E foi essa a lição mais preciosa que a Maria me deu:
"Vais encontrar muitas pessoas no teu caminho; o caminho que vais ter de percorrer sozinha ou acompanhada, consoante a escolha que tu fizeres. Vão existir pessoas, com quem irás sentir uma empatia imediata, pessoas essas com quem vais criar laços tão fortes, que só a ideia de se chatearem te iria deixar doente. Também vais encontrar pessoas, que automaticamente, te vão deixar com o pé atrás, e que saberás imediatamente que não se preocupam nem contigo, nem com o teu bem estar.
Por isso te digo, aconteça o que te acontecer, façam-te o que fizerem, está sempre com um sorriso nos lábios.
O sorriso desarma qualquer tentativa de maltratar e de inferiorizar.
Como é óbvio, vão tentar pisar-te, sempre. Mas nunca deixes que te façam sentir inferior, imprestável e acima de tudo, burra! Não te rebaixes!
O sorriso, é a melhor arma que uma pessoa tem, para desarmar os inimigos!
Por isso lembra-te, nunca deixes de sorrir. Sorri á vida para que ela te sorria de volta!"
E foi assim, que a Maria passou na minha vida!
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