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domingo, 22 de agosto de 2010

"Hora de Almoço" - Tiago Rebelo

Esta é uma "crónica" que existe na Revista do Correio da Manhã, aos Domingos. Esta "crónica", que não é bem uma crónica, está inserida no capítulo "breves histórias".
Como poderei dizer... Apaixonei-me pelo que foi escrito, porque todos nós passamos por estas certezas, sem no entanto, termos coragem para as enumerar...

"Ele entra no restaurante à hora de almoço e procura-a no meio das mesas todas iguais vistas de relance. Ela levanta o braço a fazer-lhe sinal. Aproxima-se da mesa, tira o casaco, enquanto ela simula um protesto por não a ter localizado sem a sua ajuda. Dá para me reconhecer?, diz a brincar. Ele senta-se. Ali está de novo a rir-se com ela e a pensar como é bom voltar a vê-la. Há quanto tempo não nos víamos?, pergunta, pensativo. Ela faz uma expressão engraçada, um encolher de ombros, ainda há dias nos vimos, lembra-o, demasíados, pensa. Demasíados, diz ele. Já não se vêem com a mesma frequência de antes, quando largavam tudo o que estavam a fazer para correrem ao encontro um do outro a qualquer hora do dia. Agora só se encontram a espaços. Já não estão juntos. E no entanto, ele está a ouvi-la, a olhá-la nos olhos, e a pensar um dia vou casar contigo. Ela não pensa isso, ou prefere não pensar porque não quer ter uma desilusão.
Falam das suas vidas, dos problemas profissionais, disto e daquilo, menos do que os traz sempre de volta um ao outro. Não falam disso, mas sabem o que ambos pensam disso. Outrora estavam apaixonados e não havia nada neste mundo capaz de os impedir de se quererem, mas houve um  momento em que o amor acabou por ceder ás dificuldades que os afastavam. Ele teria feito tudo por ela, mas ela só queria segurança, uma vida sem complicações, e não acreditou que o amor fosse suficiente. A paixão passa, fica a razão, fria e calculista.
O empregado interrompe-os, serve os pratos que ela encomendou enquanto esperava por ele. Há uma pausa na conversa. Ele distrai-se momentaneamente, olhando em redor. O restaurante está cheio. Ao fundo, repara, uma cara conhecida da televisão almoça com a família; duas mesas ao lado, um casal acende um cigarro. O empregado retira-se, voltam a ficar sozinhos. Retomam a conversa, animados por um tema qualquer, enquanto comem com o tempo contado, com a vida pendente do que não dizem.
Saem do restaurante já atrasados para o trabalho, caminham um pouco, lado a lado, até os seus caminhos se separarem. Despedem-se, ele segura-a um segundo pela aba do casaco, como não querendo deixá-la ir. Dizem adeus, até depois. Ele vai a pensar que quer ser feliz com ela. Ela vai a pensar que quer ser feliz o tempo todo. Deixam-se, felizes pela hora que tiveram, mas ainda assim estão a afastar-se pelas razões práticas da vida que persistem em negar-lhes o que um dia os juntou."

Não é a vida de todas as pessoas que se cruzam, e que por algum motivo acabam por se afastar do nosso caminho?!
Ou então não se afastam, mas não permanecem da mesma forma, connosco.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pensamentos de personagens célebres....

"Errar é humano, perdoar, divino." - Alexander Pope

"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as minhas opiniões porque não me envergonho de raciocinar e aprender." - Alexandre Herculano

"O dever do Homem perante a vida consiste em seguir sempre em frente." - Alexander O'Neill

"O melhor conselho é o da experiência; o certo, porém, é que chega sempre demasiado tarde." - Amelot de Houssauye

"A felicidade não se encontra nos bens exteriores." - Aristóteles

"É o destino que baralha as cartas, mas somos nós que as jogamos." - Arthur Schopenhauer

"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal

"Não há fórmula ou solução perfeita. Há uma corrente de eventos contra a qual não se pode ir mas com a qual se pode navegar." - Charles Handy

"A nossa glória não resido no facto de nunca cairmos, mas sim em levantar-mo-nos sempre, depois de cada queda." - Confúcio

"Não abandones um velho amigo, que os novos valem sempre menos" - Eclesiastes

"Só me sinto verdadeiramente Eu, quando sou insuportávelmente infeliz." - Franz Kafka

"Quando o Homem sabe reconhecer os limites da própria inteligência, está mais perto da perfeição." - Goethe

"A ira não é mais do que uma loucura momentânea: por isso controla a tua emoção ou ela controlar-te-á." - Horácio

"Nunca te desculpes: os teus amigos não precisam de desculpas e os teus inimigos não acreditam nelas." - Hubbard

"Quando se fecha uma porta para nós, há outra que se abre. O mal é que ficámos tão ressentidos com a porta que se fechou, que não nos apercebemos da que se abriu." - J. P. Schmitt

"Paciência e tempo, conseguem mais que força e raiva." - La Fontaine

"Não nos libertamos de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau." - Mark Twain

"A liberdade nunca é voluntariamente concedida pelo opressor, deve ser exigida pelo oprimido." Martin Luther King

"O génio, é a arte de ser oportuno" - Napoleão Bonaparte

"Aquele que usa palavras difíceis não está a tentar informar-te, está a tentar impressionar-te." - O. Miller

"Muitas pessoas preocupam-se em não falar com a boca cheia, mas não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca." - Orson Welles

"Ninguém anseia por aquilo que facilmente obtém." - Ovídio

"Não há nada no mundo que esteja mais repartido que a Razão: toda a gente está convencida de que tem razão de sobra." - René Descartes

"Eleva a tal ponto a tua alma, que as ofensas não a possam alcançar." - René Descartes

"Se te queres conhecer, observa os outros; se queres entender os outros, olha para o teu coração." - Shiller

"As pessoas pedem críticas, mas o que realmente querem é ser louvadas." - Somerset Maugham

"O amor, não vê com os olhos, mas sim com a alma." - William Shakespeare

"As coisas raramente são boas ou más, a nossa mente é que as torna assim." - William Shakespeare

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Retorno

Será que tudo volta?
Será que voltam os sonhos, os sentimentos, os sentidos, as vontades...
Será que tudo volta?

Perco-me na ânsia de entender o que vai na minha cabeça e no meu coração, procuro buscar a verdade que se esconde por trás da razão do meu ser, e não encontro resposta.
Sinto necessidade de saber se o meu coração e a minha cabeça se encontram interligados, ou se sentem de forma independente.
Preciso ler, dentro de mim, se o que sinto é falta ou se é apenas alimento para o meu ego gigantesco, que se encontra farto.

O meu ego sente-se tão cheio, tão puramente satisfeito, que faz a minha cabeça ficar confusa e o meu coração indeciso.
Terei tomado a melhor decisão?
Será que realmente era isso que eu queria?
Passou um mês, e no entanto não parece uma eternidade, parece sim que foi um retorno às raízes. Um retorno ao nosso passado. Um retorno aos tempos gloriosos que passámos juntos.
Aos nossos passeios, almoços, jantares, a tudo o que fazíamos juntos.
Parecemos um casal feliz, mas um casal que não se beija, que não anda de mão dada, que não se toca...

E no fundo era o que queria?
Manter uma história estranha? Manter-te preso a mim? Querer-te comigo eternamente, sem te ter?
Sou tão terrivelmente egoísta, e ninguém quer ver!
No entanto... Penso em ti com outras mulheres, e não me incomoda. A realidade é que não te vejo com ninguém. Imagino-me única, grandiosa, rainha na tua vida e no teu coração.
Não será isto, mais que uma prova do meu egoísmo? Do meu egocentrismo?
Porque será que nada sinto?
Saberei tão certamente que és meu, e que faça o que eu fizer, voltarás sempre para mim, que nada me incomoda?
Tomar-te-ei por tão certo, que nem a hipótese de te interessares por alguém me assola aos pensamentos?
Porque ajo eu assim? Porque sinto que brinco contigo, como se eu fosse um gato e tu, o meu novelo de lã?!
Sinto-me odiosa, por não ter respostas para as tuas perguntas, nem para os teus sentimentos.
Quero-te guardar para sempre, é a única coisa que sei.
Será que acho, que este modo, é a única forma de não te perder?

Acabo por desejar um retorno às raízes. Quando ainda nada sentia por ti, e o meu mundo parecia desabar, por conta de outrem. E tu foste o amigo, o confidente que se tornou em companheiro, em amante, em vida, em ar... E que de um momento para o outro, sem nada que o justifique, voltei a transformar em amigo e confidente.
Porque o fiz?! Não sei a resposta...
Talvez apenas sentisse necessidade de estar livre e de me sentir viva, de sentir que controlava a minha vida.
Sinto-te a falta, e hoje quase que vacilei perante a pergunta tão directa que me fizeste, mas a realidade... É que preciso de me conhecer um pouco mais, para me poder dar a conhecer aos outros.
Quem sabe se no Futuro, não me sinta preparada para entregar a minha vida, o meu amor, a minha amizade, a minha dedicação, o meu carinho, o meu ombro... Todo o meu Eu, a ti, novamente!
Só o Futuro o dirá!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Viva

Viva às Mudanças!!
Viva aos Novos Rumos!!
Viva aos Sonhos!!
Viva ao Acreditar!!
Viva à Possibilidade!!
Viva a tudo o que se torna possível na vida!!
Viva ao que nos faz sorrir!!
Viva ao Sol que "nasce" todos os dias!!
Viva à Lua, a minha fiel companheira!!
Viva ao manto de veludo que é o céu e ao firmamento!!
Viva à Amizade!!
Viva à Alegria!!
Viva à Lealdade!!
Viva a tudo e mais alguma coisa!!
Porque hoje, começou um novo dia!!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Insónia


A que me acompanha nas longas noites,
Sejam elas frias ou de calor.
Companheira de pensamentos e sonhos,
Companheira de dor.

A que me deixa pensar e repensar,
Na vida passada, no presente vivido.
Aquela que me deixa sonhar,
E desejar o que ficou perdido.

Parceira de filmes e de imagens,
Parceira de conversas.
Parceira de livros e de viagens
E de muitas promessas.

Contigo vivo todos os dias;
Tu dás-me sempre certezas,
De todas as minhas alegrias
E das minhas tristezas.

Não suporto estar contigo,
E ao mesmo tempo estar sem ti.
A única coisa que consigo,
É sonhar que adormeci.

domingo, 1 de março de 2009

E isto é que é complicado...

E isto é que é complicado...
Entre o sentir e o não sentir...
Tudo o que estava arrumado,
Num instante, deixa de existir.

Não percebo o que se passa,
Ou talvez não queira perceber!
A única coisa que sei,
Na realidade não quero saber.

Como perceber o engano,
Se no meio de desencontros,
Me desengano?

Talvez um dia me compreenda...
Talvez um dia me perceba...
Talvez um dia me encontre...

E assim ficamos todos...
Entre o ir e não vir,
Jogamos o mesmos jogos...
Até ao dia, qm que temos de partir!