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sábado, 24 de julho de 2010

Saudosismo e constatações

Sei que já não escrevo há muito tempo...
Irónicamente começou a tocar "Easy" dos Faith No More, na M80, e eu dou por mim a viajar no tempo.
Dou comigo com um sorriso delicioso no rosto, pela simples evocação de memórias calorosas e também corre uma lagrimita por saber que tempos desses não voltarão a aparecer na minha vida.

Têm sido uns dias saudosistas, estes que têm passado por mim, como diria alguém que conheço: Deve ser da Lua!

Tenho-me perguntado tantas vezes onde é que estava há um ano atrás e dou comigo a ver que a vida deu uma volta de 360º e que estou exactamente no mesmo sítio.
E penso no quão assustador isso é. Deveria estar numa altura totalmente diferente da minha vida... A fazer coisas diferentes, a ser jovem, a viver, a conhecer... E não. Isso assusta-me, porque aliás, já me assustava antes. E cada vez mais me vai assustar, porque simplesmente me sinto incapaz de tomar as rédeas do meu destino.

O que hei-de fazer?
Tenho-me sentido ligeiramente triste, outra vez.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Triste

Eu bem tento ignorar o que dizem sobre mim e sobre o facto do meu aspecto físico se ter modificado. Eu juro que tento. Mas quando é a própria família, sob pretexto de estar a "brincar", que nos magoa profundamente, são brechas que abrem no peito e que tão depressa não se tornam a fechar.
Pensar que faço 24 anos e que perdi qualquer vontade de comemorar, pela simples razão que acho que nada merece ser comemorado. Afinal... Comemorar 24 anos de existência inútil?! Para quê?! Se todos falam mal e pensam mal, não vale a pena, não é?
Aliás... A pergunta existêncial, a grande questão é: se era para nascer fora de horas... Porque raio é que nasci mesmo?!
Mais valia ter ficado uma célula, sem nenhum desenvolvimento; um espermatozóide incapaz de furar a corrente...
O cansaço, a fadiga, a perca de energias, começa a ser extremamente usual...
Cada vez mais... Só me apetece sair daqui. Ceder o meu lugar a alguém e desaparecer. Assim, além de ninguém se lembrar de mim, não tornam a magoar-me.
Eu com a dor física posso bem, não posso com a dor psicológica que as palavras que me dirigiram por "brincadeira" infligiu!
Ninguém é perfeito, e eu também sei que não sou, mas ninguém merece ficar triste e magoado pela família...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Regresso ao mesmo....

Regressei hoje, depois de um fim de semana prolongado no Minho.
Fui para longe para pensar, mas o longe não foi suficientemente longe.
Tentei e tentei e tentei... E não me consigo desligar. Fecho os olhos e assaltam-me imagens que preferia esquecer. No peito fica um aperto tão forte que quase não consigo respirar.
Eu juro que tento e que quero afastar-me... Mas é tão dificil...
É uma luta diária! É uma luta tão cansativa... Que quase me apetece desistir, baixar os braços e deixar-me ir... Aniquilar-me e aniquilar o que sinto, só para não perder...
Mas já perdi... O que é que posso evitar perder, se já perdi tudo?

Estupidamente criei sonhos e ilusões, baseados não sei no quê... E que resultaram no belo turbilhão que aqui se encontra.
Na realidade... Eu só quero desaparecer daqui para fora... Sinto necessidade de me curar, de cicatrizar as feridas... Mas ao mesmo tempo, o meu lado masoquista, obriga-me a prefurar as feridas e fazê-las sangrar ainda mais...

A minha incapacidade de admitir o que sinto, de falar, de pedir, de decidir, de assumir... Faz-me perder coisas, pessoas, situações, oportunidades que poderiam ser muito boas para mim...

Mas para variar... Fico sozinha no meu canto, refugio-me e sofro...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Duas almas...

Venham todas as histórias encantadas e desencantadas...
Venham as promessas de amor para toda a vida, e os pactos de não traição.
Esta é apenas uma história como todas as outras... Um amor que aparentava ser para sempre, mas logo se acabou...

Eram duas almas sofridas, que se encontram no cumo do Verão. Apaixonaram-se sem dar por conta, e nunca mais se largaram.
Faziam tudo juntos, porque o tempo de ambos assim o permitia. Os amigos sentiram o afastamento, mas todos compreenderam. Novo amor, nova relação. Altura de descoberta e de partilha.
Eram perfeitos um para o outro, o mau feitio de um contrabalançava a teimosia do outro. E eram felizes, céus, como eram felizes.
Foi-se passando o tempo, e o tempo de ambos foi ficando menor. Entre trabalho, aulas e outras actividades, tudo ficava complicado. Mas nenhum dos dois desistiu.

De um momento para o outro, a rapariga, começa a sentir um afastamento, liga uma série de coincidências (que não eram mais do que isso) e pensa que ele a traiu. Começa a sofrer, e a chorar, e o coração parte-se e definha sozinho.
É que ela não é capaz de falar. Ela cala o que sente, guarda tudo dentro de si. Mesmo quando desabafa com outrem, nunca conta completamente o que sente.
Mas como ama desesperadamente, fica e tenta aguentar a relação. Talvez com esperança que tudo volte ao normal, que ele volte a olhar para ela como dantes. E a sua ilusão é tão fortemente realista, que ela já nem distingue a própria realidade.

Devido à fragilidade em que se encontra, deixa que um outro alguém se aproxime. Até se sente confusa, mas a realidade é apenas essa, uma ligeira confusão, criada pela sua mente e não pelo seu coração. Mas quem se aproximou é insistente, até desafiante, cria imagens perfeitas de algo que não existe, e quer obrigá-la a escolher. Ao sentir o peso de uma escolha nos ombros, escolha essa que nunca quis fazer, decide ficar como está, sem saber ao certo o que sente.
E tudo parece normalizar, mas no seu espírito, algo não ficou curado e teima em se ausentar.
E então por isso, acaba-se a relação perfeita, que tanto prazer, deu a semear.

Seguem-se uma série de confusões e mais umas quantas indagações.
Uma série de suspeitas, mas nenhumas constatações.
Assumem que houve traição, mesmo sem ter havido, apenas porque foram feitas escolhas com que ninguém está de acordo.
Se ela assumiu que pensou mal, ao achar que ele a tinha traído; todos os amigos que seriam comuns, acham que ela o traiu a ele e a eles todos.

Ninguém compreende a necessidade de tristeza e de abstenção. Ninguém compreende a necessidade de ver novas caras e novos locais.
Todos acham que se deu uma troca por troca, quando na realidade, foi apenas uma mudança temporária.
Mas como ninguém aceita, começam com acusações.

Com o feitio que tem, ela chateou-se com meio mundo, quase mesmo até com quem não se queria chatear.
Apesar dos novos amigos, sente-se um pouco sozinha.
Sente falta daqueles com quem cantava e ria, não é que não o faça agora, mas é tudo diferente.
E ele... Ele vai-se afastando porque se encontra magoado.
Encontra-se magoado, com a desconfiança dela, com aquilo que considerou mentiras, com a suposta traição, com as indecisões dela, tudo ajudado com aquilo que lhe foram dizendo. E como é óbvio, cria-se uma autêntica salada russa.

Ela não sabe o quer quer. Só sabe que sente saudades... E, céus, são bastantes... Mas ao mesmo tempo, quer estar assim, sozinha...
Mas ele não compreende, e ela não sabe explicar.

E no meio disto tudo...
Ficam as lágrimas para contar história.
E não há mais nada a dizer!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Praia das Bicas

Será possível que um prazer tão simples, como praia e sol, que tinha desaparecido de mim, regressasse com a força e a energia que veio hoje?!

Ainda me sinto extasiada pela sensação das ondas a bater-me no corpo, o sabor salgado que fica nos lábios, a imensidão do mar, a paisagem em volta... O sol... O calor... Sei lá!
Foi uma mistura de sensações e recordações, e que bom que foi!

Minhas queridas... Quero repetir, por favor!!

Adoro-vos!!


Escolhi esta imagem, muito embora, não dê para retratar nem metade daquilo que eu vi, ou percepção que eu tive! É linda!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Arrependimento? Não!

Vagueio pelas noites da cidade, perguntando-me se pensas em mim.
Será que o arrependimento, surgio ao final de umas horas?
Ou talvez, apenas o interesse se tenha esfumado no ar?
Terás pensado que tudo foi repentino?

De que me vale pensar, se não encontro respostas às minhas perguntas?
Sei que não me arrependi, de me ter deixado levar pelo impulso.
Sei também, que muitas vezes a Razão, me impediu de viver coisas que até poderiam ter sido boas para mim.
Desta vez, decidi, plenamente consciente das minhas capacidades, que me iria deixar levar.
De que adiantava fugir à vontade?!
A realidade é que sabia, que poderia acontecer mais cedo ou mais tarde.
E isto não tem um pingo de convencimento, mas sim apenas uma leitura profunda e cautelosa de todos os sinais.

Sei que jamais me deixei levar assim, e de adormecer nos braços de alguém que não é "meu".
Foi uma novidade, fresca e reconfortante.
Uma descoberta, se é que o posso chamar assim.
Sim, uma descoberta dos sentidos e do tacto.
Da personalidade e da capacidade de oratória.
Um trocar de ideias e de tactos, ao de leve e ao mesmo tempo de forma profunda.
Na realidade... Não pensei ter coragem, para me deixar levar.
Mas fui capaz de o fazer, pelo meio da inebriez do álcool, e da energia que se encontrava no ar. Mais forte, do que se pensava.
Quando dei por mim... Já me tinha atirado de cabeça...
Correspondeste e foste mais além, mais do que eu poderia pensar.
Apenas sei que me senti segura.

No fundo, não era isso que eu procurava?!
Uma sensação de segurança...
Sim! E encontrei-a.
Espantosamente, perto, ali, em ti!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Retorno

Será que tudo volta?
Será que voltam os sonhos, os sentimentos, os sentidos, as vontades...
Será que tudo volta?

Perco-me na ânsia de entender o que vai na minha cabeça e no meu coração, procuro buscar a verdade que se esconde por trás da razão do meu ser, e não encontro resposta.
Sinto necessidade de saber se o meu coração e a minha cabeça se encontram interligados, ou se sentem de forma independente.
Preciso ler, dentro de mim, se o que sinto é falta ou se é apenas alimento para o meu ego gigantesco, que se encontra farto.

O meu ego sente-se tão cheio, tão puramente satisfeito, que faz a minha cabeça ficar confusa e o meu coração indeciso.
Terei tomado a melhor decisão?
Será que realmente era isso que eu queria?
Passou um mês, e no entanto não parece uma eternidade, parece sim que foi um retorno às raízes. Um retorno ao nosso passado. Um retorno aos tempos gloriosos que passámos juntos.
Aos nossos passeios, almoços, jantares, a tudo o que fazíamos juntos.
Parecemos um casal feliz, mas um casal que não se beija, que não anda de mão dada, que não se toca...

E no fundo era o que queria?
Manter uma história estranha? Manter-te preso a mim? Querer-te comigo eternamente, sem te ter?
Sou tão terrivelmente egoísta, e ninguém quer ver!
No entanto... Penso em ti com outras mulheres, e não me incomoda. A realidade é que não te vejo com ninguém. Imagino-me única, grandiosa, rainha na tua vida e no teu coração.
Não será isto, mais que uma prova do meu egoísmo? Do meu egocentrismo?
Porque será que nada sinto?
Saberei tão certamente que és meu, e que faça o que eu fizer, voltarás sempre para mim, que nada me incomoda?
Tomar-te-ei por tão certo, que nem a hipótese de te interessares por alguém me assola aos pensamentos?
Porque ajo eu assim? Porque sinto que brinco contigo, como se eu fosse um gato e tu, o meu novelo de lã?!
Sinto-me odiosa, por não ter respostas para as tuas perguntas, nem para os teus sentimentos.
Quero-te guardar para sempre, é a única coisa que sei.
Será que acho, que este modo, é a única forma de não te perder?

Acabo por desejar um retorno às raízes. Quando ainda nada sentia por ti, e o meu mundo parecia desabar, por conta de outrem. E tu foste o amigo, o confidente que se tornou em companheiro, em amante, em vida, em ar... E que de um momento para o outro, sem nada que o justifique, voltei a transformar em amigo e confidente.
Porque o fiz?! Não sei a resposta...
Talvez apenas sentisse necessidade de estar livre e de me sentir viva, de sentir que controlava a minha vida.
Sinto-te a falta, e hoje quase que vacilei perante a pergunta tão directa que me fizeste, mas a realidade... É que preciso de me conhecer um pouco mais, para me poder dar a conhecer aos outros.
Quem sabe se no Futuro, não me sinta preparada para entregar a minha vida, o meu amor, a minha amizade, a minha dedicação, o meu carinho, o meu ombro... Todo o meu Eu, a ti, novamente!
Só o Futuro o dirá!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Declaração de Amor

Esta seria a melhor declaração de amor que me poderiam fazer:

"Provavelmente não iremos ficar juntos para sempre, e sim, a nossa vida, de certo, não irá ser nenhum mar de rosas.
Provavelmente, mais tarde ou mais cedo, iremos querer separar-nos e as nossas vidas poderão seguir rumos diferentes.
Provavelmente, os nossos gostos não serão os mesmo, e vamos discutir por causa deles. Provavelmente não iremos sorrir para sempre.
Provavelmente o formato: ...E foram felizes para sempre; não se irá adequar a nós.
Provavelmente até podemos não ir de férias para fora do país, como sempre sonhaste.
Mas...
Vou tentar fazer-te sorrir o tempo todo, porque tens o sorriso mais lindo e brilhante do mundo e eu adoro-o.
Vou levar-te a ver o põr-do-sol, todos os dias ao pé do mar, porque sei que adoras.
Vou levar-te a passear sob as estrelas e a ver a lua, porque te sentes feliz.
Vou comprar-te flores, sem nenhum motivo em especial, porque é algo que te surpreende.
Vou levar-te a jantar fora, só porque sim, ao teu restaurante preferido.
Vou fazer com que todos os dias juntos se tornem especiais, apenas porque tu e eu merecemos.
Vou levar-te a comer um gelado, com os três sabores que gostas: limão, morango e meloa.
Vou tentar provar-te todos os dias que te amo, e que mereço a alegria de estar ao teu lado!!"

Talvez um pouco egocêntrica, mas adorava que me dissessem isto!

domingo, 26 de abril de 2009

Apagar Vestígios...

Quando guardamos algo dentro de nós, durante demasiado tempo e damos oportunidade para que cresça, quando na realidade deveria ficar adormecido e escondido. É necessário apagar vestígios, apagar as marcas que o tempo e o cansaço vão deixando, de forma a conseguir dizer: Fim!
Foi isso que fiz hoje... Apagar vestígios e memórias escritas no tempo. Mas como são escritas do passado e não perduram para o futuro, não fazem falta no presente.

Apaguei os teus vestígios... E devo apagar este último...
Não faz sentido continuar vivo...
Todo ele é um grito que não atendeste.
Não faz sentido mantê-lo!

Foi...

Horas que passam...
Apenas a embriaguês me deixa falar,
Apenas ela me permite delirar,
Sonhar com o que passou, entre olhares que acordam.

Tu... Fazes-me acordar para a realidade,
Fazes-me ver o que perdi,
O sentido, o Norte, a ti...
A minha alma sente-o, com toda a profundidade!

Ficam as tremuras, os arrepios, as lágrimas, cá,
Bem dentro, bem fundo de mim.
Um silêncio, um final assim,
Não dá direito a um: Até já!

Doí-me, dilacera-me alma, ver-te feliz, contente
Quero partir, sair daqui, desaparecer...
Quero desvanecer-me no ar, quero-me perder...
Quero esquecer tudo o que passou e que me deixa descontente...

Não te quero afastar, mas é melhor para mim...
Fazes-me bem e fazes-me mal.
Nunca me tinham feito sentir tão banal...
Hoje senti que foi o Fim!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mais um dia

Mais um dia que passa...
Agarro-me às amarras que me prendem à vida!
A minha alma anda perdida,
Tal como uma pomba que esvoaça.

Não sei o que me faz procurar por mais um nascer do sol,
Não sei o que me faz olhar para mais um céu estrelado.
Não sei porque sinto este peso a mim atrelado,
Semi-embriagado pelo excesso de álcool.

Quero esquecer que te tive,
Quero esquecer que te senti,
Quero aprender a viver sem ti,
Pois a minha alma já aqui não vive!

Gostava de te conseguir sorrir...
Um leve sorriso apenas, poderia ser!
Daqueles que chegam aos olhos e continuam a crescer,
E que simplesmente não querem partir...

Mas acho que algo se quebrou!
Não sei bem o que aconteceu.
Acho que esmoreceu,
Acho que me abandonou.

Partiu com passinhos leves,
Passinhos silenciosos.
Ficaram os momentos preciosos,
Muito embora tenham sido breves.

Nesta minha sina...
Solidão deve ser o meu nome do meio!
Refugia-se a tristeza no meu seio,
E o resto... Por baixo assina!

sábado, 18 de abril de 2009

Desabafos

O que acontece quando as pessoas se desinteressam tanto, ao ponto de simplesmente, já não querer saber?!
Como é que algo chega a um ponto de tal letargia, que já nada importa?!
Porque é que por vezes Sentir se torna em algo tão complicado; assim como Não Sentir também se torna tão complicado?

Sinto um cansaço profundo, uma impotência liderada por uma apatia profunda. Não consigo sentir vontade para nada.
Nada faz sentido para mim...
Não consigo fazer raciocínios lógicos. Não encontro explicação para o que estou a sentir. Não é Amor, mas a sensação de vazio que fica quando se acaba uma relação. Fica um vazio que foi ocupado muito tempo, por uma só pessoa. Uma pessoa que era companheira, amiga, parceira, um porto seguro, no fundo era o nosso refúgio.
Mas... Nem tudo dura para sempre. E chega uma altura em que é necessário seguir em frente e ter esperança que os "compartimentos" que ficaram vazios se preencham com outras coisas: com trabalho, com amigos, com hobbys; tudo o que o que possa aparecer para distrair a mente.
É necessário contornar a apatia e o mal estar... Mas é tão difícil, quase que sinto que é impossível...
Sinto um esgotamento emocional tão grande... E ao mesmo tempo uma carência tão grande de afecto...
O que fazer? O que pensar? Como agir?
Nada me ocorre...
Sempre disse que o tempo é o melhor conselheiro e que ajuda a curar os maiores males... Então porque será que sinto que o tempo não me está ajudar? Ainda que tenha passado pouco tempo, deveria sentir-me um pouco mais feliz do que me sinto agora. na realidade sinto-me um pouco triste. Mas não estou arrependida. Sinto falta de muitas coisas, mas não sou capaz de voltar com uma decisão atrás, apenas porque me sinto profundamente Só.
Sinto que as oportunidades, as chamadas "portas abertas", passaram por mim e que eu não soube aproveitar, e chego à conclusão que para mim não devem estar destinadas "janelas".
Fico eu e apenas eu , no meu mundo, à espera que algo apareça e me seduza... Algo como um pôr-do-sol, numa tarde de Verão, ou um céu estrelado em noite de Lua cheia.
Espero não me sentir Só para sempre...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Momentos...

Existem sempre momentos, em que damos por nós a pensar no que poderia ter sido, caso tivessemos tomado uma decisão diferente.
A nível de trabalho, se tivesse seguido o 12º ano normal; se me tivesse candidatado para o Porto ou para qualquer parte do Algarve....
A nível de amizade, se a minha postura numa situação específica tivesse sido diferente, senão tivesse os meus amigos comigo quando aconteceu aquilo...
A nível amorosa, se eu me tivesse atirado de cabeça, se tivesse esperado, se perdoasse...

São tantos os "se's", que a pessoa até se sente um pouco confusa, e a isto tudo, junta-se a confusão habitual do dia-a-dia; a espera que as horas passem; o stress da viagem de casa-trabalho-casa.
Tanta coisa se junta, e no entanto, fica sempre um vazio profundo dentro de nós!
Nós não sabemos como o havemos de preencher, e ninguém nos ensina a preenchê-lo.
Por vezes, dá vontade de dar um grito, com esperança que alguém olhe para nós e perceba que precisamos de ajuda.
Por vezes, só se precisa de um sorriso, de uma festa, de um carinho... E o dia corre muito melhor.
É complicado sentirmo-nos assim, dia após dia...
Temos de aprender a viver com isso!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Viva

Viva às Mudanças!!
Viva aos Novos Rumos!!
Viva aos Sonhos!!
Viva ao Acreditar!!
Viva à Possibilidade!!
Viva a tudo o que se torna possível na vida!!
Viva ao que nos faz sorrir!!
Viva ao Sol que "nasce" todos os dias!!
Viva à Lua, a minha fiel companheira!!
Viva ao manto de veludo que é o céu e ao firmamento!!
Viva à Amizade!!
Viva à Alegria!!
Viva à Lealdade!!
Viva a tudo e mais alguma coisa!!
Porque hoje, começou um novo dia!!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Decisões

Por vezes, é necessário tomar decisões, que implicam toda a nossa calma e discernimento, compreensão e paciência.
Por vezes torna-se complicado encontrar um equilíbrio, por vezes tudo é difícil quando perdemos a nossa estabilidade.
O que nos suporta, o que nos aconchega, o que cuida de nós, o que nos dá carinho... O nosso segundo Eu!
É preciso ter força e segurança para caminhar em frente.
Mesmo sabendo que nos magoamos e que magoamos quem gostamos muito.
E a vida é assim... E continua assim...

terça-feira, 31 de março de 2009

Foste-te Embora Mais Uma Vez

Foste-te embora mais uma vez,
Saíste sem para trás olhar
Esfaqueaste o meu coração outra vez,
E não sei se consigo perdoar.

Foram vãs as minhas esperanças,
Foram tolas as minhas ilusões.
Foram as nossas últimas danças
Últimas músicas para os nossos corações.

Destruíste os meus sonhos,
Abandonaste-os num mar revolto.
Nem vi bem os teus olhos,
O teu olhar em brumas estava envolto.

Que raiva se acumula em mim
A minha alma sente-se morta.
Como me pudeste deixar assim?
O coração enche-se de revolta!

Quero gritar a tristeza
Quero as mágoas chorar
Quero acabar com a tua grandeza
Quero do alto te atirar.

Enjoa-me o teu egoísmo,
Irrita-me a tua insensibilidade.
Que raiva me dá o teu egocentrismo,
Que náuseas me dá, a tua suposta felicidade.

Mas no fundo, na realidade,
Desejo-te alguém como tu.
Que te traga falsa felicidade
E te deixe ficar “nu”.

Uma nudeza de sentimentos,
Como em mim provocaste.
Com falsos entendimentos,
Com o meu amor jogaste.

Não te consigo odiar,
O amor é demasiado grande.
E só neste rimar
Te consigo detestar!
(29/01/2004)

Espera...

Espera...
Não vás ainda...
Espera mais um pouco.
Tudo foi tão rápido,
Mas não foi só um momento louco.

Espera...
Não vás ainda...
Dá-me mais uma oportunidade,
Vamos seguir juntos,
O caminho da felicidade.

Espera...
Não vás ainda...
Eu estou aqui,
E aqui vou ficar,
À espera de ti.

Espera...
Não vás ainda...
Eu estou a sofrer,
Só me apetece chorar
E o coração só sabe doer.

Espera...
Não vás ainda...
Não consigo imaginar,
A vida sem ti.
O sol iria parar de brilhar.

Espera...
Não vás ainda...
Deixa-me desejar-te felicidade,
Porque encontraste alguém,
E acho que és amado de verdade.

Espera...
Não vás ainda...
Deixa-me controlar os meus olhos,
Enquanto te digo "Adeus",
Para estes não jorrarem lágrimas aos molhos.

Espera...
Não vás ainda...
Não quero ver as tuas costas,
Enquanto partes,
E cerras todas as portas.

Espera...
Não vás ainda...
Mas já partiste!
Eu fiquei a acenar com a mão,
Mas tu nem viste...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Suicídio

Chegou a hora...
Respiro fundo...
Absorvo o último golo de ar...
O último sopro de vida...
O último pôr-do-sol...
O Tejo está a brilhar...
E a 25 de Abril parece a ponte de San Francisco...
Coragem... E finalmente...
O salto para o vazio...
Abro os braços, tal como Jesus
Pregado na cruz...
Entrego o meu corpo
Ao infinito do rio.
Tenho tempo de ver a minha vida...
De forma sequencial...
Longas e curtas metragens...
Rezo para não chegar a nenhuma das margens...
Rezo para que a água leve o meu corpo,
E para ele se perder na imensidão...
Espero que ninguém o encontre...
Nada seria mais degradante!
O embate...
O choque... E o frio...
E finalmente....
O silêncio e a solidão...
Aqui, sinto-me feliz!

sábado, 28 de março de 2009

Anjo doce...


Anjo doce...
Se és menino ou homem, não sei...
Sei que te abracei,
Para secar qualquer lágrima que fosse.
Contigo descobri novos mundos,
Contornos e formas de ver,
Diferentes!
Aprendi que bastava querer!
Talvez os meus medos,
Ultrapassassem a vontade...
Nunca vou esquecer aquele dia, anjo doce...
Em que disseste que eu podia,
Que devia ter, tudo o que queria!
Nunca vou esquecer, anjo doce,
Quando à luz do luar,
Conheci todos os traços da galáxia,
Todos os brilhos das estrelas,
Todas as ondas do mar.
Nunca vou esquecer, anjo doce,
Como me senti desejada,
Por aquilo que sou
E não por aquilo que poderia ser.
Porque digo-te, anjo doce,
Prefiro ser aquela que amou,
Do que morrer...
Sem sequer saber o que é amar!
O luar, anjo doce...
Fez-me apaixonar ainda mais pela noite!
Não compreendo este fascínio...
É tão forte, tão magnífico...
Tão maior que eu...
Que por vezes me sinto em declínio!
Gostava que o luar fosse meu!
E sim, anjo doce...
Que o luar me ajudasse a prender,
Um qualquer sonho meu,
Uma qualquer memória que morreu,
Uma qualquer...
Sinto falta, anjo doce...
Mas tiveste que partir,
E eu, anjo doce...
Eu tive que dizer "adeus" e sorrir...
Sorrir, e continuar a sorrir...
Fica o esforço, do luar...
De não me fazer esquecer,
E de não me deixar chorar!
Anjo doce...
Que o luar te acompanhe...
E que nunca te esqueças de mim...
Que as estrelas, com formatos estranhos,
Que vivem nos teus olhos,
Brilhem até ao fim!