Parece-me que ando ausente à demasiado tempo... Talvez porque nem sei o que escrever, talvez porque sinto um aglomerado de pensamentos que não fluem de forma nenhuma.
Acreditem, que existem momentos em que duvido da minha capacidade de escrita. Talvez porque agora só a utilize num contexto laboral ou talvez porque ache que não tenha nada a dizer.
Se não tenho nada a dizer, porque será que hoje surgiu esta imensa vontade de atualizar o blogue e porquê a necessidade de ouvir uma seleção de músicas que passado anos ainda me fazem arrepiar e as lágrimas chegar aos olhos?!
Durante muito tempo, achei que não deveria manter o blogue, porque isso seria manter viva uma estória que já se tornou história. Faz parte de mim, mas não me define.
Aliás, por mais que me digam que não mudei, eu sinto as mudanças.
Sinto as mudanças, na minha vontade de permanecer só e sem emoções. Na minha vontade de estabilidade, que apenas parece advir de mim e não de alguém que permaneça ao meu lado.
Durante muito tempo achei que não conseguia estar sozinha, porque isso implicava estar comigo e com os meus pensamentos e com as minhas emoções, algo que não é fácil de lidar. Na realidade... É muito difícil de lidar.
Já afirmei umas quantas vezes que se tivesse de trabalhar comigo, iria odiar-me! E é a realidade.
Uma ânsia de perfeição no que faço, faz com que seja exigente comigo e com os outros e de certa forma acaba por formar um ambiente pesado e de cortar à faca.
Apesar de tudo, estou melhor. O ambiente já não anda tãooo pesado. Se calhar porque percebi que não posso exigir dos outros, o que exijo de mim, e assim também não corro o risco de me desiludir. As medidas são diferentes de pessoa para pessoa.
Bem, isto tudo para dizer que vou tentar estar mais presente.
De certa forma, também acho que preciso e que será terapêutico.
Uma salada de poetas, de músicos, de emoções, de tristezas e desabafos. É o meu mundo!
welcome
partilhem!
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Espero, espero, espero, espero, espero e continuo a esperar...
Sou estúpida?!
Devo ser... Será que irás alguma vez olhar para mim?
Todas as noites tenho vontade de dar noticias... Mas sei que não devo. Fico no meu canto, é bem melhor!
Mas a minha Luz, apaga-se de dia para dia.
Tou a ficar cansada... Tão cansada....
Só queria que cuidasses de mim...
Uma utopia... Tenho de acordar deste sonho cor-de-rosa, porque a vida real é a branco, preto e cinzento.
"O tempo perguntou ao tempo,
Quanto tempo o tempo tem?
O tempo respondeu ao tempo,
Que o tempo tem tanto tempo,
Quanto o tempo o tempo tem!"
E o meu tempo?
Sou estúpida?!
Devo ser... Será que irás alguma vez olhar para mim?
Todas as noites tenho vontade de dar noticias... Mas sei que não devo. Fico no meu canto, é bem melhor!
Mas a minha Luz, apaga-se de dia para dia.
Tou a ficar cansada... Tão cansada....
Só queria que cuidasses de mim...
Uma utopia... Tenho de acordar deste sonho cor-de-rosa, porque a vida real é a branco, preto e cinzento.
"O tempo perguntou ao tempo,
Quanto tempo o tempo tem?
O tempo respondeu ao tempo,
Que o tempo tem tanto tempo,
Quanto o tempo o tempo tem!"
E o meu tempo?
sábado, 24 de julho de 2010
Saudosismo e constatações
Sei que já não escrevo há muito tempo...
Irónicamente começou a tocar "Easy" dos Faith No More, na M80, e eu dou por mim a viajar no tempo.
Dou comigo com um sorriso delicioso no rosto, pela simples evocação de memórias calorosas e também corre uma lagrimita por saber que tempos desses não voltarão a aparecer na minha vida.
Têm sido uns dias saudosistas, estes que têm passado por mim, como diria alguém que conheço: Deve ser da Lua!
Tenho-me perguntado tantas vezes onde é que estava há um ano atrás e dou comigo a ver que a vida deu uma volta de 360º e que estou exactamente no mesmo sítio.
E penso no quão assustador isso é. Deveria estar numa altura totalmente diferente da minha vida... A fazer coisas diferentes, a ser jovem, a viver, a conhecer... E não. Isso assusta-me, porque aliás, já me assustava antes. E cada vez mais me vai assustar, porque simplesmente me sinto incapaz de tomar as rédeas do meu destino.
O que hei-de fazer?
Tenho-me sentido ligeiramente triste, outra vez.
Irónicamente começou a tocar "Easy" dos Faith No More, na M80, e eu dou por mim a viajar no tempo.
Dou comigo com um sorriso delicioso no rosto, pela simples evocação de memórias calorosas e também corre uma lagrimita por saber que tempos desses não voltarão a aparecer na minha vida.
Têm sido uns dias saudosistas, estes que têm passado por mim, como diria alguém que conheço: Deve ser da Lua!
Tenho-me perguntado tantas vezes onde é que estava há um ano atrás e dou comigo a ver que a vida deu uma volta de 360º e que estou exactamente no mesmo sítio.
E penso no quão assustador isso é. Deveria estar numa altura totalmente diferente da minha vida... A fazer coisas diferentes, a ser jovem, a viver, a conhecer... E não. Isso assusta-me, porque aliás, já me assustava antes. E cada vez mais me vai assustar, porque simplesmente me sinto incapaz de tomar as rédeas do meu destino.
O que hei-de fazer?
Tenho-me sentido ligeiramente triste, outra vez.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Triste
Eu bem tento ignorar o que dizem sobre mim e sobre o facto do meu aspecto físico se ter modificado. Eu juro que tento. Mas quando é a própria família, sob pretexto de estar a "brincar", que nos magoa profundamente, são brechas que abrem no peito e que tão depressa não se tornam a fechar.
Pensar que faço 24 anos e que perdi qualquer vontade de comemorar, pela simples razão que acho que nada merece ser comemorado. Afinal... Comemorar 24 anos de existência inútil?! Para quê?! Se todos falam mal e pensam mal, não vale a pena, não é?
Aliás... A pergunta existêncial, a grande questão é: se era para nascer fora de horas... Porque raio é que nasci mesmo?!
Mais valia ter ficado uma célula, sem nenhum desenvolvimento; um espermatozóide incapaz de furar a corrente...
O cansaço, a fadiga, a perca de energias, começa a ser extremamente usual...
Cada vez mais... Só me apetece sair daqui. Ceder o meu lugar a alguém e desaparecer. Assim, além de ninguém se lembrar de mim, não tornam a magoar-me.
Eu com a dor física posso bem, não posso com a dor psicológica que as palavras que me dirigiram por "brincadeira" infligiu!
Ninguém é perfeito, e eu também sei que não sou, mas ninguém merece ficar triste e magoado pela família...
Pensar que faço 24 anos e que perdi qualquer vontade de comemorar, pela simples razão que acho que nada merece ser comemorado. Afinal... Comemorar 24 anos de existência inútil?! Para quê?! Se todos falam mal e pensam mal, não vale a pena, não é?
Aliás... A pergunta existêncial, a grande questão é: se era para nascer fora de horas... Porque raio é que nasci mesmo?!
Mais valia ter ficado uma célula, sem nenhum desenvolvimento; um espermatozóide incapaz de furar a corrente...
O cansaço, a fadiga, a perca de energias, começa a ser extremamente usual...
Cada vez mais... Só me apetece sair daqui. Ceder o meu lugar a alguém e desaparecer. Assim, além de ninguém se lembrar de mim, não tornam a magoar-me.
Eu com a dor física posso bem, não posso com a dor psicológica que as palavras que me dirigiram por "brincadeira" infligiu!
Ninguém é perfeito, e eu também sei que não sou, mas ninguém merece ficar triste e magoado pela família...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Sonho Estúpido!
... Tive um sonho estúpido, ontem!
Estúpido, por dois motivos.
1º Eu, supostamente, nunca sonho (não me lembro dos meus sonhos!).
2º Por toda a situação em si!!
Imagina lá que fui sonhar que me ofereciam um trabalho no.... Bem... Tu sabes! Para quê referir nomes?!
Mas no sonho fui totalmente racional (coisa que na vida real às vezes se torna complicado de fazer)... E disse que não á proposta! Sei que era uma óptima proposta; ia receber muito bem, pagavam alojamento, subsidio de transporte e provavelmente mais uma catrefada de tretas!! E eu disse que não!
É certo que as probabilidades de nos cruzarmos poderiam ser quase nulas... Mas no sonho, como aliás na vida real também, aprendi que a os locais onde moramos são pequenas laranjas; ou melhor, tangerinas!!
Veja-se o caso do meu Bairro! Bairro típico, as pessoas já se conhecem á anos, e são as mesmas que sempre cá viveram. Os jovens que se vêm, também viveram cá toda a vida e provavelmente quando sairam de casa dos pais, insistiram em querer ter uma casa aqui!
O que é certo é que nós conhecemos alguém, que conhece outro alguém, que ainda conhece outro alguém, que de alguma forma já esteve relacionado com algum familiar teu ou mesmo contigo. Por um lado é hilariante e por outro, completamente desconfortável.
Por isso é que eu sei que se fosse... Nem 2 semanas, e eu dava de caras contigo, nem que fosse no raio do supermercado!
Acho que cada vez mais se aproxima a hora da partida e começo eu... E não haverá hipótese de ficares?!
Queres que espere por ti?! (algo que não peço a ninguém, mas que a minha essência não se importa de fazer! (surreal!)) Não vais sentir a minha falta?!
Pensamentos completamente idiotas, obtusos e irracionais!
Mas é engraçado... Acho que se tu quisesses... Se tu pedisses... Eu até esperava...
Porque é aquela sensação estúpida de Certo, de Completo, de Preenchimento... Sensação essa que não devia existir.
Porque acho que poderias ser só tu?!
Que raio para os timings errados... Ou melhor... Que raio, para os MEUS timings errados! :(
Poderia escrever-te milhares de cartas ou de e-mails... Porque acho que diriam sempre o mesmo: "Não te peço que fiques, mas se quiseres eu espero!"
É uma idiotice? É!
É um contrasenso? É!
Mas para quem alienou a Razão do dia-a-dia... São pensamentos perfeitamente plausíveis e normais.
Tá Lua Cheia... E lembrei-me de ti! Devia deixar de olhar para o céu, não achas?! Afinal... São demasiadas as coisas que me lembram de ti!! A Lua então....
Enfim...
Talvez amanhã... Eu escreva mais...
Estúpido, por dois motivos.
1º Eu, supostamente, nunca sonho (não me lembro dos meus sonhos!).
2º Por toda a situação em si!!
Imagina lá que fui sonhar que me ofereciam um trabalho no.... Bem... Tu sabes! Para quê referir nomes?!
Mas no sonho fui totalmente racional (coisa que na vida real às vezes se torna complicado de fazer)... E disse que não á proposta! Sei que era uma óptima proposta; ia receber muito bem, pagavam alojamento, subsidio de transporte e provavelmente mais uma catrefada de tretas!! E eu disse que não!
É certo que as probabilidades de nos cruzarmos poderiam ser quase nulas... Mas no sonho, como aliás na vida real também, aprendi que a os locais onde moramos são pequenas laranjas; ou melhor, tangerinas!!
Veja-se o caso do meu Bairro! Bairro típico, as pessoas já se conhecem á anos, e são as mesmas que sempre cá viveram. Os jovens que se vêm, também viveram cá toda a vida e provavelmente quando sairam de casa dos pais, insistiram em querer ter uma casa aqui!
O que é certo é que nós conhecemos alguém, que conhece outro alguém, que ainda conhece outro alguém, que de alguma forma já esteve relacionado com algum familiar teu ou mesmo contigo. Por um lado é hilariante e por outro, completamente desconfortável.
Por isso é que eu sei que se fosse... Nem 2 semanas, e eu dava de caras contigo, nem que fosse no raio do supermercado!
Acho que cada vez mais se aproxima a hora da partida e começo eu... E não haverá hipótese de ficares?!
Queres que espere por ti?! (algo que não peço a ninguém, mas que a minha essência não se importa de fazer! (surreal!)) Não vais sentir a minha falta?!
Pensamentos completamente idiotas, obtusos e irracionais!
Mas é engraçado... Acho que se tu quisesses... Se tu pedisses... Eu até esperava...
Porque é aquela sensação estúpida de Certo, de Completo, de Preenchimento... Sensação essa que não devia existir.
Porque acho que poderias ser só tu?!
Que raio para os timings errados... Ou melhor... Que raio, para os MEUS timings errados! :(
Poderia escrever-te milhares de cartas ou de e-mails... Porque acho que diriam sempre o mesmo: "Não te peço que fiques, mas se quiseres eu espero!"
É uma idiotice? É!
É um contrasenso? É!
Mas para quem alienou a Razão do dia-a-dia... São pensamentos perfeitamente plausíveis e normais.
Tá Lua Cheia... E lembrei-me de ti! Devia deixar de olhar para o céu, não achas?! Afinal... São demasiadas as coisas que me lembram de ti!! A Lua então....
Enfim...
Talvez amanhã... Eu escreva mais...
sábado, 12 de dezembro de 2009
Mas afinal... Não foi assim tão dificil!
Pensei que fosse mais dificil ver-te ou estar contigo...
Pensei que talvez não fosse suportar a dor que sinto no fundo do peito, o facto de não poder ter manifestações de carinho... Mas por incrivel que pareça, não foi assim tão dificil.
Na realidade... Acho que já me resignei.
Sei o que sinto, também sei que não é o mesmo que sentes, mas por incrivel que pareça, já não importa. não vais estar cá para me ver, ou para ter manifestações de carinho para comigo... Ou para te preocupares e dizeres tudo o que te passa pela cabeça, sem pensares.
Realmente nem passado, nem presente, nem futuro. Simplesmente não tinha de ser e não tinha mesmo de ser.
Atropelámo-nos um ao outro, sem contar. Atravessámo-nos no caminho um do outro e nem nos apercebemos do que se passava em cada um de nós.
Eu precisava e preciso de crescer, tu tens outros horizontes, que não seriam alcançáveis para mim. Não vi nada, por ignorância ou pura estupidez.
Neste momento é: rumos diferentes, vidas diferentes, caminhos diferentes... Tudo diferente, sem perpendiculares pelo meio, nem rotundas, nem cruzamentos...
A vida é irónica... Dá e tira num piscar de olhos.
Fica o porquê sem resposta. E ficamos nós a pensar que talvez, a culpa seja nossa!!
A culpa é minha?!
Talvez... A primeira opção foi minha... E tracei o caminho.
Como tu dizes: foi uma opção, agora tenho de aguentar.
Esta tua frase baralhou-me tanto... Tem tantos sentidos... E talvez seja por isso que me meti nesta embrulhada... Como desembrulhar?! Não faço a minima ideia... Mas os nós hão-de acabar por se desatar...
Mas afinal... Não foi assim tão dificil!
Pensei que talvez não fosse suportar a dor que sinto no fundo do peito, o facto de não poder ter manifestações de carinho... Mas por incrivel que pareça, não foi assim tão dificil.
Na realidade... Acho que já me resignei.
Sei o que sinto, também sei que não é o mesmo que sentes, mas por incrivel que pareça, já não importa. não vais estar cá para me ver, ou para ter manifestações de carinho para comigo... Ou para te preocupares e dizeres tudo o que te passa pela cabeça, sem pensares.
Realmente nem passado, nem presente, nem futuro. Simplesmente não tinha de ser e não tinha mesmo de ser.
Atropelámo-nos um ao outro, sem contar. Atravessámo-nos no caminho um do outro e nem nos apercebemos do que se passava em cada um de nós.
Eu precisava e preciso de crescer, tu tens outros horizontes, que não seriam alcançáveis para mim. Não vi nada, por ignorância ou pura estupidez.
Neste momento é: rumos diferentes, vidas diferentes, caminhos diferentes... Tudo diferente, sem perpendiculares pelo meio, nem rotundas, nem cruzamentos...
A vida é irónica... Dá e tira num piscar de olhos.
Fica o porquê sem resposta. E ficamos nós a pensar que talvez, a culpa seja nossa!!
A culpa é minha?!
Talvez... A primeira opção foi minha... E tracei o caminho.
Como tu dizes: foi uma opção, agora tenho de aguentar.
Esta tua frase baralhou-me tanto... Tem tantos sentidos... E talvez seja por isso que me meti nesta embrulhada... Como desembrulhar?! Não faço a minima ideia... Mas os nós hão-de acabar por se desatar...
Mas afinal... Não foi assim tão dificil!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Regresso ao mesmo....
Regressei hoje, depois de um fim de semana prolongado no Minho.
Fui para longe para pensar, mas o longe não foi suficientemente longe.
Tentei e tentei e tentei... E não me consigo desligar. Fecho os olhos e assaltam-me imagens que preferia esquecer. No peito fica um aperto tão forte que quase não consigo respirar.
Eu juro que tento e que quero afastar-me... Mas é tão dificil...
É uma luta diária! É uma luta tão cansativa... Que quase me apetece desistir, baixar os braços e deixar-me ir... Aniquilar-me e aniquilar o que sinto, só para não perder...
Mas já perdi... O que é que posso evitar perder, se já perdi tudo?
Estupidamente criei sonhos e ilusões, baseados não sei no quê... E que resultaram no belo turbilhão que aqui se encontra.
Na realidade... Eu só quero desaparecer daqui para fora... Sinto necessidade de me curar, de cicatrizar as feridas... Mas ao mesmo tempo, o meu lado masoquista, obriga-me a prefurar as feridas e fazê-las sangrar ainda mais...
A minha incapacidade de admitir o que sinto, de falar, de pedir, de decidir, de assumir... Faz-me perder coisas, pessoas, situações, oportunidades que poderiam ser muito boas para mim...
Mas para variar... Fico sozinha no meu canto, refugio-me e sofro...
Fui para longe para pensar, mas o longe não foi suficientemente longe.
Tentei e tentei e tentei... E não me consigo desligar. Fecho os olhos e assaltam-me imagens que preferia esquecer. No peito fica um aperto tão forte que quase não consigo respirar.
Eu juro que tento e que quero afastar-me... Mas é tão dificil...
É uma luta diária! É uma luta tão cansativa... Que quase me apetece desistir, baixar os braços e deixar-me ir... Aniquilar-me e aniquilar o que sinto, só para não perder...
Mas já perdi... O que é que posso evitar perder, se já perdi tudo?
Estupidamente criei sonhos e ilusões, baseados não sei no quê... E que resultaram no belo turbilhão que aqui se encontra.
Na realidade... Eu só quero desaparecer daqui para fora... Sinto necessidade de me curar, de cicatrizar as feridas... Mas ao mesmo tempo, o meu lado masoquista, obriga-me a prefurar as feridas e fazê-las sangrar ainda mais...
A minha incapacidade de admitir o que sinto, de falar, de pedir, de decidir, de assumir... Faz-me perder coisas, pessoas, situações, oportunidades que poderiam ser muito boas para mim...
Mas para variar... Fico sozinha no meu canto, refugio-me e sofro...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Palácio de Cristal ou Fundo do Poço? Não sei...
Aqui estou eu... Talvez no topo do meu palácio de cristal, ou no fundo de um poço perdido no meio de nenhures.
Sinto-me só... Já não me sentia assim há muito tempo.
Olho há minha volta, e os amigos que permanecem são muito poucos. Os que quero realmente manter, por um motivo ou por outro, parece que tenho tendência para os afastar.
Será que cometo erros? Ou melhor todos cometemos erros, como tal eu também erro, até porque sou humana e não uma máquina. O que eu pretendia dizer na realidade, é... Será que errei assim tanto, com as pessoas que queria manter, que as perdi?
O que fazer para as trazer de volta? Ou então, para não perder mais ninguém?
Já não sei o que fazer... Sinto-me desesperada... Sinto-me triste... Perdida mesmo...
Sinto que tento procurar uma saída e não consigo... Como é que eu deixei que isto chegasse a este ponto?
Porque sou uma idiota...
Porque me assustei e consequentemente te assustei... E agora... A vontade que tenho é, como se fosses uma bolinha de papel, dar-te um piparote e pôr-te a andar da minha vida... Mandar-te para o sítio que queres ir... E nunca mais te ver... Porque no fundo é essa a tua vontade... Percebo-te, leio essa verdade em todos os teus gestos, falas... Não é por aquilo que eu te disse... Mas sim por outra coisa qualquer que eu não sei, porque tu não falas e porque eu não sei se quero falar... Porque eu procuro não te falar, direcciono todas as minhas forças no sentido de não te procurar, de não te dar notícias, porque na realidade... Tu não fazes esforço nenhum por dar... Porque raio hei-de ser eu a perder tempo, a escrever uma mensagem, que nem sabe se vai ser respondida?!
Tou cansada de viver nesta realidade... Sou carente? Admito que o sou. Preciso de colo? Sim preciso. Ninguém me entende ou sabe o colo que preciso? Não é bem assim.... Perdi um amigo? Talvez...
A porra da vida dá voltas e voltas.... E eu tou farta de dançar ao som da respiração dos outros, ao sabor do vento... Talvez á espera que o vento me leve para algum lado...
Tou cansada... Farta, na realidade... E cada vez mais sozinha!
Tomaste a tua decisão, né? Respeito, né? Respeito será! Sê feliz!
A vida é mesmo assim... Seguir em frente, sem olhar para trás. Esquecer o que se passou e continuar a caminhar. Deves-me um texto... Mas já nem disso te deves lembrar... Já to pedi há anos... Ou pelo menos, parecem-me anos... Não é necessário... Quanto mais ficar para me lembrar... Mais dificil será esquecer...
Sinto-me só... Já não me sentia assim há muito tempo.
Olho há minha volta, e os amigos que permanecem são muito poucos. Os que quero realmente manter, por um motivo ou por outro, parece que tenho tendência para os afastar.
Será que cometo erros? Ou melhor todos cometemos erros, como tal eu também erro, até porque sou humana e não uma máquina. O que eu pretendia dizer na realidade, é... Será que errei assim tanto, com as pessoas que queria manter, que as perdi?
O que fazer para as trazer de volta? Ou então, para não perder mais ninguém?
Já não sei o que fazer... Sinto-me desesperada... Sinto-me triste... Perdida mesmo...
Sinto que tento procurar uma saída e não consigo... Como é que eu deixei que isto chegasse a este ponto?
Porque sou uma idiota...
Porque me assustei e consequentemente te assustei... E agora... A vontade que tenho é, como se fosses uma bolinha de papel, dar-te um piparote e pôr-te a andar da minha vida... Mandar-te para o sítio que queres ir... E nunca mais te ver... Porque no fundo é essa a tua vontade... Percebo-te, leio essa verdade em todos os teus gestos, falas... Não é por aquilo que eu te disse... Mas sim por outra coisa qualquer que eu não sei, porque tu não falas e porque eu não sei se quero falar... Porque eu procuro não te falar, direcciono todas as minhas forças no sentido de não te procurar, de não te dar notícias, porque na realidade... Tu não fazes esforço nenhum por dar... Porque raio hei-de ser eu a perder tempo, a escrever uma mensagem, que nem sabe se vai ser respondida?!
Tou cansada de viver nesta realidade... Sou carente? Admito que o sou. Preciso de colo? Sim preciso. Ninguém me entende ou sabe o colo que preciso? Não é bem assim.... Perdi um amigo? Talvez...
A porra da vida dá voltas e voltas.... E eu tou farta de dançar ao som da respiração dos outros, ao sabor do vento... Talvez á espera que o vento me leve para algum lado...
Tou cansada... Farta, na realidade... E cada vez mais sozinha!
Tomaste a tua decisão, né? Respeito, né? Respeito será! Sê feliz!
A vida é mesmo assim... Seguir em frente, sem olhar para trás. Esquecer o que se passou e continuar a caminhar. Deves-me um texto... Mas já nem disso te deves lembrar... Já to pedi há anos... Ou pelo menos, parecem-me anos... Não é necessário... Quanto mais ficar para me lembrar... Mais dificil será esquecer...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O principezinho (esta é para ti!)
"... Julgava-me muito rico por ter uma flor única no mundo e, afinal só tenho uma rosa vulgar...
Foi então que apareceu uma raposa .
- Olá, bom dia! disse a raposa.
- Olá, bom dia! - Respondeu delicadamente o princepezinho...
-Anda brincar comigo - pediu o princepezinho. Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...
Andas á procura de galinhas? (diz a raposa)
Não... Ando á procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?
... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
Laços?
Sim, laços - disse a raposa. - ...
Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...(raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona...
Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.
Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...
- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
E o que é preciso fazer? - Perguntou o princepezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada . A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto...
Se vieres sempre ás quatro horas, ás três já eu começo a ser feliz...
Foi assim que o princepesinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...
... Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo.
O princepesinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês...
... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntar, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para ao pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.
Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa..."
Antoine De Saint-Exupéry
Foi então que apareceu uma raposa .
- Olá, bom dia! disse a raposa.
- Olá, bom dia! - Respondeu delicadamente o princepezinho...
-Anda brincar comigo - pediu o princepezinho. Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou...
Andas á procura de galinhas? (diz a raposa)
Não... Ando á procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?
... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
Laços?
Sim, laços - disse a raposa. - ...
Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...(raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona...
Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.
Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...
- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
E o que é preciso fazer? - Perguntou o princepezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada . A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto...
Se vieres sempre ás quatro horas, ás três já eu começo a ser feliz...
Foi assim que o princepesinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...
... Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo.
O princepesinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês...
... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntar, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para ao pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.
Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa..."
Antoine De Saint-Exupéry
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Desejo... (continuação)
E entretanto acordamos... E tudo não passou de um sonho!
Voltamos à realidade, ao stress do dia-a-dia, para as pessoas que amamos e a única coisa que fica é lembrança do que foi ou poderia ter sido... E vivemos o que é e o que poderá ser!
Noutros casos... A consciência acusa presença e obriga a que sejamos controlados.
Será mau, ser controlado?
Não creio... A sensação de que cada um é capaz de cuidar de si e decidir o seu destino.... Que sensação...
É óbvio que para isso acontecer, ficarão pensamentos do género: Como seria? E se...? Será...?
A realidade... Será que se as coisas acontecessem iria mudar alguma coisa da nossa vida? Ou as nossas decisões? Ou os nossos sonhos?
Maioritariamente? Não creio!
Simplesmente?
É melhor deixar tudo como está!
sábado, 3 de outubro de 2009
Desejo...
E o que é o desejo?
Uma série de impulsos e de vontades?
E são controláveis?
Ou são incontroláveis?
Durante muito tempo, considerei o desejo como algo inalcansável, ou seja, só desejamos o que não podemos ter... O conceito de "o fruto proibido, é o mais apetecido".
E afinal... Quando conseguimos o que queremos? É correcto? Estaremos a fazer o que é o mais certo? Então, mas se é o que queremos e gostamos, qual é o problema? O conceito de "só vivemos uma vez".
No fundo... O desejo, é o "sentimento" mais animalesco que o ser humano tem. E digo isto, porque o ser humano não controla as suas vontades; ou pelo menos, se consegue controlar, nunca é totalmente, porque chega a um ponto em que cede ás vontades, e todas as suas decisões e convicções, vão por água a baixo.
Será que as pessoas se atropelam umas às outras e ás suas vidas, para realizarem os seus desejos?
Será que as pessoas não se importam com o que se passa à sua volta, desde que consigam satisfazer o seu desejo?
Creio que satisfazer os nossos desejos, as nossas pulsões e vontades, deve ser um extâse.
Nalguns casos, deve ser mesmo uma sensação de excitação, como se a pessoa estivesse drogada ou alcoolizada... Mas está alegre, sente-se bem, sente-se capaz de tudo... É melhor sensação do mundo.
Devemos viver assim? Será que toda a gente vive assim? Como se tivesse uma corda no pescoço, que vai apertando, apertando, apertando... E decide viver na adrenalina da corda bamba? Sabendo que tudo pode rebentar de um momento para o outro?
Uma série de impulsos e de vontades?
E são controláveis?
Ou são incontroláveis?
Durante muito tempo, considerei o desejo como algo inalcansável, ou seja, só desejamos o que não podemos ter... O conceito de "o fruto proibido, é o mais apetecido".
E afinal... Quando conseguimos o que queremos? É correcto? Estaremos a fazer o que é o mais certo? Então, mas se é o que queremos e gostamos, qual é o problema? O conceito de "só vivemos uma vez".
No fundo... O desejo, é o "sentimento" mais animalesco que o ser humano tem. E digo isto, porque o ser humano não controla as suas vontades; ou pelo menos, se consegue controlar, nunca é totalmente, porque chega a um ponto em que cede ás vontades, e todas as suas decisões e convicções, vão por água a baixo.
Será que as pessoas se atropelam umas às outras e ás suas vidas, para realizarem os seus desejos?
Será que as pessoas não se importam com o que se passa à sua volta, desde que consigam satisfazer o seu desejo?
Creio que satisfazer os nossos desejos, as nossas pulsões e vontades, deve ser um extâse.
Nalguns casos, deve ser mesmo uma sensação de excitação, como se a pessoa estivesse drogada ou alcoolizada... Mas está alegre, sente-se bem, sente-se capaz de tudo... É melhor sensação do mundo.
Devemos viver assim? Será que toda a gente vive assim? Como se tivesse uma corda no pescoço, que vai apertando, apertando, apertando... E decide viver na adrenalina da corda bamba? Sabendo que tudo pode rebentar de um momento para o outro?
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Pensamentos de personagens célebres....
"Errar é humano, perdoar, divino." - Alexander Pope
"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as minhas opiniões porque não me envergonho de raciocinar e aprender." - Alexandre Herculano
"O dever do Homem perante a vida consiste em seguir sempre em frente." - Alexander O'Neill
"O melhor conselho é o da experiência; o certo, porém, é que chega sempre demasiado tarde." - Amelot de Houssauye
"A felicidade não se encontra nos bens exteriores." - Aristóteles
"É o destino que baralha as cartas, mas somos nós que as jogamos." - Arthur Schopenhauer
"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal
"Não há fórmula ou solução perfeita. Há uma corrente de eventos contra a qual não se pode ir mas com a qual se pode navegar." - Charles Handy
"A nossa glória não resido no facto de nunca cairmos, mas sim em levantar-mo-nos sempre, depois de cada queda." - Confúcio
"Não abandones um velho amigo, que os novos valem sempre menos" - Eclesiastes
"Só me sinto verdadeiramente Eu, quando sou insuportávelmente infeliz." - Franz Kafka
"Quando o Homem sabe reconhecer os limites da própria inteligência, está mais perto da perfeição." - Goethe
"A ira não é mais do que uma loucura momentânea: por isso controla a tua emoção ou ela controlar-te-á." - Horácio
"Nunca te desculpes: os teus amigos não precisam de desculpas e os teus inimigos não acreditam nelas." - Hubbard
"Quando se fecha uma porta para nós, há outra que se abre. O mal é que ficámos tão ressentidos com a porta que se fechou, que não nos apercebemos da que se abriu." - J. P. Schmitt
"Paciência e tempo, conseguem mais que força e raiva." - La Fontaine
"Não nos libertamos de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau." - Mark Twain
"A liberdade nunca é voluntariamente concedida pelo opressor, deve ser exigida pelo oprimido." Martin Luther King
"O génio, é a arte de ser oportuno" - Napoleão Bonaparte
"Aquele que usa palavras difíceis não está a tentar informar-te, está a tentar impressionar-te." - O. Miller
"Muitas pessoas preocupam-se em não falar com a boca cheia, mas não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca." - Orson Welles
"Ninguém anseia por aquilo que facilmente obtém." - Ovídio
"Não há nada no mundo que esteja mais repartido que a Razão: toda a gente está convencida de que tem razão de sobra." - René Descartes
"Eleva a tal ponto a tua alma, que as ofensas não a possam alcançar." - René Descartes
"Se te queres conhecer, observa os outros; se queres entender os outros, olha para o teu coração." - Shiller
"As pessoas pedem críticas, mas o que realmente querem é ser louvadas." - Somerset Maugham
"O amor, não vê com os olhos, mas sim com a alma." - William Shakespeare
"As coisas raramente são boas ou más, a nossa mente é que as torna assim." - William Shakespeare
"Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar as minhas opiniões porque não me envergonho de raciocinar e aprender." - Alexandre Herculano
"O dever do Homem perante a vida consiste em seguir sempre em frente." - Alexander O'Neill
"O melhor conselho é o da experiência; o certo, porém, é que chega sempre demasiado tarde." - Amelot de Houssauye
"A felicidade não se encontra nos bens exteriores." - Aristóteles
"É o destino que baralha as cartas, mas somos nós que as jogamos." - Arthur Schopenhauer
"O coração tem razões que a própria razão desconhece." - Blaise Pascal
"Não há fórmula ou solução perfeita. Há uma corrente de eventos contra a qual não se pode ir mas com a qual se pode navegar." - Charles Handy
"A nossa glória não resido no facto de nunca cairmos, mas sim em levantar-mo-nos sempre, depois de cada queda." - Confúcio
"Não abandones um velho amigo, que os novos valem sempre menos" - Eclesiastes
"Só me sinto verdadeiramente Eu, quando sou insuportávelmente infeliz." - Franz Kafka
"Quando o Homem sabe reconhecer os limites da própria inteligência, está mais perto da perfeição." - Goethe
"A ira não é mais do que uma loucura momentânea: por isso controla a tua emoção ou ela controlar-te-á." - Horácio
"Nunca te desculpes: os teus amigos não precisam de desculpas e os teus inimigos não acreditam nelas." - Hubbard
"Quando se fecha uma porta para nós, há outra que se abre. O mal é que ficámos tão ressentidos com a porta que se fechou, que não nos apercebemos da que se abriu." - J. P. Schmitt
"Paciência e tempo, conseguem mais que força e raiva." - La Fontaine
"Não nos libertamos de um hábito atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau." - Mark Twain
"A liberdade nunca é voluntariamente concedida pelo opressor, deve ser exigida pelo oprimido." Martin Luther King
"O génio, é a arte de ser oportuno" - Napoleão Bonaparte
"Aquele que usa palavras difíceis não está a tentar informar-te, está a tentar impressionar-te." - O. Miller
"Muitas pessoas preocupam-se em não falar com a boca cheia, mas não se preocupam em fazê-lo com a cabeça oca." - Orson Welles
"Ninguém anseia por aquilo que facilmente obtém." - Ovídio
"Não há nada no mundo que esteja mais repartido que a Razão: toda a gente está convencida de que tem razão de sobra." - René Descartes
"Eleva a tal ponto a tua alma, que as ofensas não a possam alcançar." - René Descartes
"Se te queres conhecer, observa os outros; se queres entender os outros, olha para o teu coração." - Shiller
"As pessoas pedem críticas, mas o que realmente querem é ser louvadas." - Somerset Maugham
"O amor, não vê com os olhos, mas sim com a alma." - William Shakespeare
"As coisas raramente são boas ou más, a nossa mente é que as torna assim." - William Shakespeare
sábado, 26 de setembro de 2009
Não sei
E o tempo passa... O Outono já chegou, já acabaram as noites quentes de Verão e das loucuras... E no entanto, continua a estar tanto calor como se estivássemos no Verão.
Será que as hormonas das pessoas irão continuar aos saltos? Será que a loucura não passou, porque ainda está calor?
Tantas palermices que se dizem e pensam...
Fazem bem, os que vivem o dia a dia, sem pensarem nem no passado nem no futuro. Mas ao mesmo tempo, não serão inconscientes e pouco constantes?
Viva ao regresso à escrita... No entanto, sem coerência nenhuma!
Nada do que escrevo tem lógica ou é racional... Estarei a perder a minha lógica e a minha racionalidade? Muito embora, apareçam dias em que a única coisa que apetece é fazer coisas sem nexo e em que ninguém tenha consciência....
Do género... Acordar no dia seguinte, perfeitamente normal e sem nenhum tipo de peso... Mas a realidade, é que são poucas as pessoas que o fazem...
Não sei se é preciso coragem, ou se as pessoas nascem já é assim....
Enfim... Dentro da minha cabeça, só perguntas... Nenhumas respostas....
Será que as hormonas das pessoas irão continuar aos saltos? Será que a loucura não passou, porque ainda está calor?
Tantas palermices que se dizem e pensam...
Fazem bem, os que vivem o dia a dia, sem pensarem nem no passado nem no futuro. Mas ao mesmo tempo, não serão inconscientes e pouco constantes?
Viva ao regresso à escrita... No entanto, sem coerência nenhuma!
Nada do que escrevo tem lógica ou é racional... Estarei a perder a minha lógica e a minha racionalidade? Muito embora, apareçam dias em que a única coisa que apetece é fazer coisas sem nexo e em que ninguém tenha consciência....
Do género... Acordar no dia seguinte, perfeitamente normal e sem nenhum tipo de peso... Mas a realidade, é que são poucas as pessoas que o fazem...
Não sei se é preciso coragem, ou se as pessoas nascem já é assim....
Enfim... Dentro da minha cabeça, só perguntas... Nenhumas respostas....
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Nem um sorriso...
Porque hoje, foi um daqueles dias horrorosos, que nem um sorriso me arrancou da cara.
Hoje bem que quis sair de onde estava, partir à aventura... Ir em busca de raízes ou mais propriamente de um refúgio.
Mas simplesmente, não foi possível.
Nem um sorriso se esboçou ou chegou aos olhos...
A tristeza é escura... Não sei se é profunda, ou mesmo de onde apareceu; só espero que não se instale....
Desejo que desapareça. Espero bem que o faça.
Hoje bem que quis sair de onde estava, partir à aventura... Ir em busca de raízes ou mais propriamente de um refúgio.
Mas simplesmente, não foi possível.
Nem um sorriso se esboçou ou chegou aos olhos...
A tristeza é escura... Não sei se é profunda, ou mesmo de onde apareceu; só espero que não se instale....
Desejo que desapareça. Espero bem que o faça.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Indagações
É complicado tentar manter a mente sã, quando tudo à volta nos obriga a ir noutro sentido.
Quando será que a corrente vai seguir, toda, para o mesmo lado?
Quando será que a corrente vai seguir, toda, para o mesmo lado?
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Pensamento da Madrugada
"A paz é algo que não se conquista, alcança-se."
Por algum motivo, não consigo alcançar a minha paz! Haverá alguma explicação?
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Duas almas...
Venham todas as histórias encantadas e desencantadas...
Venham as promessas de amor para toda a vida, e os pactos de não traição.
Esta é apenas uma história como todas as outras... Um amor que aparentava ser para sempre, mas logo se acabou...
Eram duas almas sofridas, que se encontram no cumo do Verão. Apaixonaram-se sem dar por conta, e nunca mais se largaram.
Faziam tudo juntos, porque o tempo de ambos assim o permitia. Os amigos sentiram o afastamento, mas todos compreenderam. Novo amor, nova relação. Altura de descoberta e de partilha.
Eram perfeitos um para o outro, o mau feitio de um contrabalançava a teimosia do outro. E eram felizes, céus, como eram felizes.
Foi-se passando o tempo, e o tempo de ambos foi ficando menor. Entre trabalho, aulas e outras actividades, tudo ficava complicado. Mas nenhum dos dois desistiu.
De um momento para o outro, a rapariga, começa a sentir um afastamento, liga uma série de coincidências (que não eram mais do que isso) e pensa que ele a traiu. Começa a sofrer, e a chorar, e o coração parte-se e definha sozinho.
É que ela não é capaz de falar. Ela cala o que sente, guarda tudo dentro de si. Mesmo quando desabafa com outrem, nunca conta completamente o que sente.
Mas como ama desesperadamente, fica e tenta aguentar a relação. Talvez com esperança que tudo volte ao normal, que ele volte a olhar para ela como dantes. E a sua ilusão é tão fortemente realista, que ela já nem distingue a própria realidade.
Devido à fragilidade em que se encontra, deixa que um outro alguém se aproxime. Até se sente confusa, mas a realidade é apenas essa, uma ligeira confusão, criada pela sua mente e não pelo seu coração. Mas quem se aproximou é insistente, até desafiante, cria imagens perfeitas de algo que não existe, e quer obrigá-la a escolher. Ao sentir o peso de uma escolha nos ombros, escolha essa que nunca quis fazer, decide ficar como está, sem saber ao certo o que sente.
E tudo parece normalizar, mas no seu espírito, algo não ficou curado e teima em se ausentar.
E então por isso, acaba-se a relação perfeita, que tanto prazer, deu a semear.
Seguem-se uma série de confusões e mais umas quantas indagações.
Uma série de suspeitas, mas nenhumas constatações.
Assumem que houve traição, mesmo sem ter havido, apenas porque foram feitas escolhas com que ninguém está de acordo.
Se ela assumiu que pensou mal, ao achar que ele a tinha traído; todos os amigos que seriam comuns, acham que ela o traiu a ele e a eles todos.
Ninguém compreende a necessidade de tristeza e de abstenção. Ninguém compreende a necessidade de ver novas caras e novos locais.
Todos acham que se deu uma troca por troca, quando na realidade, foi apenas uma mudança temporária.
Mas como ninguém aceita, começam com acusações.
Com o feitio que tem, ela chateou-se com meio mundo, quase mesmo até com quem não se queria chatear.
Apesar dos novos amigos, sente-se um pouco sozinha.
Sente falta daqueles com quem cantava e ria, não é que não o faça agora, mas é tudo diferente.
E ele... Ele vai-se afastando porque se encontra magoado.
Encontra-se magoado, com a desconfiança dela, com aquilo que considerou mentiras, com a suposta traição, com as indecisões dela, tudo ajudado com aquilo que lhe foram dizendo. E como é óbvio, cria-se uma autêntica salada russa.
Ela não sabe o quer quer. Só sabe que sente saudades... E, céus, são bastantes... Mas ao mesmo tempo, quer estar assim, sozinha...
Mas ele não compreende, e ela não sabe explicar.
E no meio disto tudo...
Ficam as lágrimas para contar história.
E não há mais nada a dizer!
Venham as promessas de amor para toda a vida, e os pactos de não traição.
Esta é apenas uma história como todas as outras... Um amor que aparentava ser para sempre, mas logo se acabou...
Eram duas almas sofridas, que se encontram no cumo do Verão. Apaixonaram-se sem dar por conta, e nunca mais se largaram.
Faziam tudo juntos, porque o tempo de ambos assim o permitia. Os amigos sentiram o afastamento, mas todos compreenderam. Novo amor, nova relação. Altura de descoberta e de partilha.
Eram perfeitos um para o outro, o mau feitio de um contrabalançava a teimosia do outro. E eram felizes, céus, como eram felizes.
Foi-se passando o tempo, e o tempo de ambos foi ficando menor. Entre trabalho, aulas e outras actividades, tudo ficava complicado. Mas nenhum dos dois desistiu.
De um momento para o outro, a rapariga, começa a sentir um afastamento, liga uma série de coincidências (que não eram mais do que isso) e pensa que ele a traiu. Começa a sofrer, e a chorar, e o coração parte-se e definha sozinho.
É que ela não é capaz de falar. Ela cala o que sente, guarda tudo dentro de si. Mesmo quando desabafa com outrem, nunca conta completamente o que sente.
Mas como ama desesperadamente, fica e tenta aguentar a relação. Talvez com esperança que tudo volte ao normal, que ele volte a olhar para ela como dantes. E a sua ilusão é tão fortemente realista, que ela já nem distingue a própria realidade.
Devido à fragilidade em que se encontra, deixa que um outro alguém se aproxime. Até se sente confusa, mas a realidade é apenas essa, uma ligeira confusão, criada pela sua mente e não pelo seu coração. Mas quem se aproximou é insistente, até desafiante, cria imagens perfeitas de algo que não existe, e quer obrigá-la a escolher. Ao sentir o peso de uma escolha nos ombros, escolha essa que nunca quis fazer, decide ficar como está, sem saber ao certo o que sente.
E tudo parece normalizar, mas no seu espírito, algo não ficou curado e teima em se ausentar.
E então por isso, acaba-se a relação perfeita, que tanto prazer, deu a semear.
Seguem-se uma série de confusões e mais umas quantas indagações.
Uma série de suspeitas, mas nenhumas constatações.
Assumem que houve traição, mesmo sem ter havido, apenas porque foram feitas escolhas com que ninguém está de acordo.
Se ela assumiu que pensou mal, ao achar que ele a tinha traído; todos os amigos que seriam comuns, acham que ela o traiu a ele e a eles todos.
Ninguém compreende a necessidade de tristeza e de abstenção. Ninguém compreende a necessidade de ver novas caras e novos locais.
Todos acham que se deu uma troca por troca, quando na realidade, foi apenas uma mudança temporária.
Mas como ninguém aceita, começam com acusações.
Com o feitio que tem, ela chateou-se com meio mundo, quase mesmo até com quem não se queria chatear.
Apesar dos novos amigos, sente-se um pouco sozinha.
Sente falta daqueles com quem cantava e ria, não é que não o faça agora, mas é tudo diferente.
E ele... Ele vai-se afastando porque se encontra magoado.
Encontra-se magoado, com a desconfiança dela, com aquilo que considerou mentiras, com a suposta traição, com as indecisões dela, tudo ajudado com aquilo que lhe foram dizendo. E como é óbvio, cria-se uma autêntica salada russa.
Ela não sabe o quer quer. Só sabe que sente saudades... E, céus, são bastantes... Mas ao mesmo tempo, quer estar assim, sozinha...
Mas ele não compreende, e ela não sabe explicar.
E no meio disto tudo...
Ficam as lágrimas para contar história.
E não há mais nada a dizer!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Maria...
Todas as noites, alguém olha para o céu em busca de algo que não sabe o nome.
Olha para as estrelas e questiona-se, sobre o seu Futuro; e, talvez, no meio dessas indagações encontre algumas respostas ás atitudes que teve no seu Passado.
E foi assim que eu conheci a Maria, ao pé do rio, num banco de pedra.
Ela estava a olhar para o céu, e além da sua expressão pensativa, jorravam-lhe lágrimas pela face. Lágrimas essas que ela nem se esforçava por controlar.
Nunca lhe perguntei, o que se passava com ela, mas até hoje acredito piamente, que se encontrava a lavar a sua alma de todos os despojos do seu Passado.
A Maria era uma jovem que se considerava com uma beleza puramente normal, e possivelmente, por isso mesmo, é que não tinha noção da quantidade de cabeças que se viravam, apenas para a ver passar.
A realidade, é que a Maria tinha uma beleza exótica. Não era bonita, mas era extremamente atraente. Uma bela morena; de olhos castanhos enigmáticos, que pareciam prometer o universo; uns lábios carnudos, mas não excessivamente; de uma estatura mediana cheia de curvas. Vestia-se com gosto e elegância; e tinha uma presença profundamente marcante.
Apesar de todos os atributos físicos, Maria tinha um problema em encaixar-se na sociedade. Ela era extremamente tímida! E talvez, por isso mesmo, me intrigue tanto o acontecimento daquela noite de Verão, quando nos falámos pela primeira vez. Afinal, com o tempo que foi passando, fui conhecendo, cada vez melhor, a sua personalidade.
Descobri, que aquele lugar ao pé do rio, tinha um tremendo significado para ela, pois passara os melhores momentos da sua vida, a partilhar aquela vista e aquele céu, com alguém muito especial.
Alguém que tinha partido, e que ela ainda não tinha sido capaz de aceitar essa dura realidade.
Tivemos longas conversas, eu e a Maria.
Ela disse-me que sonhava em conhecer locais bonitos, em que se complementassem as paisagens pacíficas de prados verdejantes e de montanhas, com lagos, rios ou mar, de um azul cintilante. Disse-me que gostava de viajar pela Europa, para descobrir o que os nosso antepassados criaram, nas suas conquistas de novas terras. Disse-me que gostaria de ter mais noções de literatura, arquitectura, pintura, música... Tudo o que a fizesse sentir feliz, já que ela não se sentia assim há muito tempo.
Com a Maria, descobri que é possível viajar dentro da nossa cabeça, e visitar todos os sítios que queremos, sem demorar horas ou dias. Descobri que, toda a sua força de vontade residia na Fé que tinha no coração, e no facto de nunca questionar o que lhe acontecia de mau ou de bom.
Com ela, descobri que a amizade é algo que se cultiva, que é preciso cuidar, dar atenção, amor e carinho; para que ela não morra de um momento para o outro!
Com ela aprendi, que existem pessoas que passam na nossa vida, mas que não têm necessariamente de permanecer. São pessoas que passam na nossa vida, para nos transmitir algo, para nos falar das suas experiências, para nos mostrar coisas novas. Também aprendi, que as pessoas que permanecem nas nossas vidas, são importantes para nós, e que criam algum tipo de laço visceral, que não se corta, só porque sim.
A Maria, foi apenas uma pessoa que passou na minha vida. Ensinou-me o que tinha para me ensinar, e partiu, possivelmente para ensinar mais alguém ou vir a conhecer a tal pessoa com quem poderia criar um laço visceral.
De tempos a tempos, tenho notícias dela. Sei que está bem, sei que é uma pessoa mais sociável, com um bom trabalho, com uma família espectacular. E que, acima de tudo, está sempre com um sorriso fenomenal no rosto.
E foi essa a lição mais preciosa que a Maria me deu:
"Vais encontrar muitas pessoas no teu caminho; o caminho que vais ter de percorrer sozinha ou acompanhada, consoante a escolha que tu fizeres. Vão existir pessoas, com quem irás sentir uma empatia imediata, pessoas essas com quem vais criar laços tão fortes, que só a ideia de se chatearem te iria deixar doente. Também vais encontrar pessoas, que automaticamente, te vão deixar com o pé atrás, e que saberás imediatamente que não se preocupam nem contigo, nem com o teu bem estar.
Por isso te digo, aconteça o que te acontecer, façam-te o que fizerem, está sempre com um sorriso nos lábios.
O sorriso desarma qualquer tentativa de maltratar e de inferiorizar.
Como é óbvio, vão tentar pisar-te, sempre. Mas nunca deixes que te façam sentir inferior, imprestável e acima de tudo, burra! Não te rebaixes!
O sorriso, é a melhor arma que uma pessoa tem, para desarmar os inimigos!
Por isso lembra-te, nunca deixes de sorrir. Sorri á vida para que ela te sorria de volta!"
E foi assim, que a Maria passou na minha vida!
Olha para as estrelas e questiona-se, sobre o seu Futuro; e, talvez, no meio dessas indagações encontre algumas respostas ás atitudes que teve no seu Passado.
E foi assim que eu conheci a Maria, ao pé do rio, num banco de pedra.
Ela estava a olhar para o céu, e além da sua expressão pensativa, jorravam-lhe lágrimas pela face. Lágrimas essas que ela nem se esforçava por controlar.
Nunca lhe perguntei, o que se passava com ela, mas até hoje acredito piamente, que se encontrava a lavar a sua alma de todos os despojos do seu Passado.
A Maria era uma jovem que se considerava com uma beleza puramente normal, e possivelmente, por isso mesmo, é que não tinha noção da quantidade de cabeças que se viravam, apenas para a ver passar.
A realidade, é que a Maria tinha uma beleza exótica. Não era bonita, mas era extremamente atraente. Uma bela morena; de olhos castanhos enigmáticos, que pareciam prometer o universo; uns lábios carnudos, mas não excessivamente; de uma estatura mediana cheia de curvas. Vestia-se com gosto e elegância; e tinha uma presença profundamente marcante.
Apesar de todos os atributos físicos, Maria tinha um problema em encaixar-se na sociedade. Ela era extremamente tímida! E talvez, por isso mesmo, me intrigue tanto o acontecimento daquela noite de Verão, quando nos falámos pela primeira vez. Afinal, com o tempo que foi passando, fui conhecendo, cada vez melhor, a sua personalidade.
Descobri, que aquele lugar ao pé do rio, tinha um tremendo significado para ela, pois passara os melhores momentos da sua vida, a partilhar aquela vista e aquele céu, com alguém muito especial.
Alguém que tinha partido, e que ela ainda não tinha sido capaz de aceitar essa dura realidade.
Tivemos longas conversas, eu e a Maria.
Ela disse-me que sonhava em conhecer locais bonitos, em que se complementassem as paisagens pacíficas de prados verdejantes e de montanhas, com lagos, rios ou mar, de um azul cintilante. Disse-me que gostava de viajar pela Europa, para descobrir o que os nosso antepassados criaram, nas suas conquistas de novas terras. Disse-me que gostaria de ter mais noções de literatura, arquitectura, pintura, música... Tudo o que a fizesse sentir feliz, já que ela não se sentia assim há muito tempo.
Com a Maria, descobri que é possível viajar dentro da nossa cabeça, e visitar todos os sítios que queremos, sem demorar horas ou dias. Descobri que, toda a sua força de vontade residia na Fé que tinha no coração, e no facto de nunca questionar o que lhe acontecia de mau ou de bom.
Com ela, descobri que a amizade é algo que se cultiva, que é preciso cuidar, dar atenção, amor e carinho; para que ela não morra de um momento para o outro!
Com ela aprendi, que existem pessoas que passam na nossa vida, mas que não têm necessariamente de permanecer. São pessoas que passam na nossa vida, para nos transmitir algo, para nos falar das suas experiências, para nos mostrar coisas novas. Também aprendi, que as pessoas que permanecem nas nossas vidas, são importantes para nós, e que criam algum tipo de laço visceral, que não se corta, só porque sim.
A Maria, foi apenas uma pessoa que passou na minha vida. Ensinou-me o que tinha para me ensinar, e partiu, possivelmente para ensinar mais alguém ou vir a conhecer a tal pessoa com quem poderia criar um laço visceral.
De tempos a tempos, tenho notícias dela. Sei que está bem, sei que é uma pessoa mais sociável, com um bom trabalho, com uma família espectacular. E que, acima de tudo, está sempre com um sorriso fenomenal no rosto.
E foi essa a lição mais preciosa que a Maria me deu:
"Vais encontrar muitas pessoas no teu caminho; o caminho que vais ter de percorrer sozinha ou acompanhada, consoante a escolha que tu fizeres. Vão existir pessoas, com quem irás sentir uma empatia imediata, pessoas essas com quem vais criar laços tão fortes, que só a ideia de se chatearem te iria deixar doente. Também vais encontrar pessoas, que automaticamente, te vão deixar com o pé atrás, e que saberás imediatamente que não se preocupam nem contigo, nem com o teu bem estar.
Por isso te digo, aconteça o que te acontecer, façam-te o que fizerem, está sempre com um sorriso nos lábios.
O sorriso desarma qualquer tentativa de maltratar e de inferiorizar.
Como é óbvio, vão tentar pisar-te, sempre. Mas nunca deixes que te façam sentir inferior, imprestável e acima de tudo, burra! Não te rebaixes!
O sorriso, é a melhor arma que uma pessoa tem, para desarmar os inimigos!
Por isso lembra-te, nunca deixes de sorrir. Sorri á vida para que ela te sorria de volta!"
E foi assim, que a Maria passou na minha vida!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Preciso
Quero paz.
Quero encontrar-me na imensidão deste mundo.
Não sei o que me falta, não sei o que me prende aqui.
Talvez me falte o espírito aventureiro, talvez me falte a coragem de partir em busca de novos rumos, em busca de um mundo novo para mim!
Preciso de me encontrar!
Quero encontrar-me na imensidão deste mundo.
Não sei o que me falta, não sei o que me prende aqui.
Talvez me falte o espírito aventureiro, talvez me falte a coragem de partir em busca de novos rumos, em busca de um mundo novo para mim!
Preciso de me encontrar!
domingo, 31 de maio de 2009
Quem sou eu?
Dou comigo a perguntar quem sou eu, sistemáticamente.
E não encontro resposta...
Tenho amigos que dizem que não sou o que era, pessoas que acabo por magoar de forma inconsciente.
Sinto-me doente, extremamente triste.
Sinto vontade de me enclausurar em casa, de forma a não trazer mal a ninguém.
Estou a precisar de sair daqui, e talvez, de não regressar...
E não encontro resposta...
Tenho amigos que dizem que não sou o que era, pessoas que acabo por magoar de forma inconsciente.
Sinto-me doente, extremamente triste.
Sinto vontade de me enclausurar em casa, de forma a não trazer mal a ninguém.
Estou a precisar de sair daqui, e talvez, de não regressar...
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