"Quem não arrisca, não petisca!"
Será verdade?!
Alguém acredita verdadeiramente nisto?!
Uma salada de poetas, de músicos, de emoções, de tristezas e desabafos. É o meu mundo!
welcome
partilhem!
quinta-feira, 19 de março de 2009
Insónia

A que me acompanha nas longas noites,
Sejam elas frias ou de calor.
Companheira de pensamentos e sonhos,
Companheira de dor.
A que me deixa pensar e repensar,
Na vida passada, no presente vivido.
Aquela que me deixa sonhar,
E desejar o que ficou perdido.
Parceira de filmes e de imagens,
Parceira de conversas.
Parceira de livros e de viagens
E de muitas promessas.
Contigo vivo todos os dias;
Tu dás-me sempre certezas,
De todas as minhas alegrias
E das minhas tristezas.
Não suporto estar contigo,
E ao mesmo tempo estar sem ti.
A única coisa que consigo,
É sonhar que adormeci.
Sejam elas frias ou de calor.
Companheira de pensamentos e sonhos,
Companheira de dor.
A que me deixa pensar e repensar,
Na vida passada, no presente vivido.
Aquela que me deixa sonhar,
E desejar o que ficou perdido.
Parceira de filmes e de imagens,
Parceira de conversas.
Parceira de livros e de viagens
E de muitas promessas.
Contigo vivo todos os dias;
Tu dás-me sempre certezas,
De todas as minhas alegrias
E das minhas tristezas.
Não suporto estar contigo,
E ao mesmo tempo estar sem ti.
A única coisa que consigo,
É sonhar que adormeci.
terça-feira, 17 de março de 2009
Casa de Sonho

E eu sonhei....
Com uma linda casinha, toda ela de pedra e amarelinha, as janelas e as portas todas elas verdinhas. O caminho, que levava à casinha, é todo feito de pedrinhas, que são pequenos seixos cheios de cores, e a circundar o caminho, flores de todas as cores e todos os cheiros que a imaginação permite à existência.
Em redor da casinha, um enorme jardim, com alguns pinheiros e muitos canteiros; entre rosas, cravos, gerberas, gardénias, amores-perfeitos, girassoís... Milhares de borboletas coloridas a esvoaçar e a abrilhantar o lindo jardim daquela casinha.
Nas traseiras da casinha, existia um enorme laguinho, cheio de peixes cor-de-laranjas. No meio do laguinho está uma fonte, sempre a jorrar água fresca, como se de uma nascente se tratasse.
E tudo isto eu vi, num dia de céu azul, sem uma única nuvem no céu, nem uma simples brisa inundava o ar; apenas o sol brilhava com todo o seu esplendor e espalhava a sua luz e todo o seu calor.
Todas as paredes da casinha eram de um amarelo clarinho, enquanto o seu tecto era de uma cor nívea, o seu chão de madeira clarinha toda envernizada, que nem apetecia pisar, com medo de estragar.
À entrada da casinha, um enorme hall com um móvel de madeira escura, que em cima tinha imensas fotografias da família, um enorme espelho e um bengaleiro, um pote para pôr os chapéus-de-chuva e um enorme tapete que convidava a limpar os pés. De seguida uma porta toda ela de madeira brilhante com uma maçaneta dourada.
Por de trás da porta, temos a sala de estar, com a sua enorme lareira. No centro da sala o sofá de um amarelo torrado bonito, a fazer contraste com as paredes; todos os móveis da divisão eram de uma madeira escura, muito bonita. Com quadros de paisagens, fotografias da família, estantes cheias de livros, puffs espalhados e almofadões de cores brilhantes, mantas em cima dos sofás, revistas espalhadas em cima da mesa; era a divisão mais aconchegante da casa. Sim... Existia uma televisão, mas ninguém lhe dava muita importância.
Com uma linda casinha, toda ela de pedra e amarelinha, as janelas e as portas todas elas verdinhas. O caminho, que levava à casinha, é todo feito de pedrinhas, que são pequenos seixos cheios de cores, e a circundar o caminho, flores de todas as cores e todos os cheiros que a imaginação permite à existência.
Em redor da casinha, um enorme jardim, com alguns pinheiros e muitos canteiros; entre rosas, cravos, gerberas, gardénias, amores-perfeitos, girassoís... Milhares de borboletas coloridas a esvoaçar e a abrilhantar o lindo jardim daquela casinha.
Nas traseiras da casinha, existia um enorme laguinho, cheio de peixes cor-de-laranjas. No meio do laguinho está uma fonte, sempre a jorrar água fresca, como se de uma nascente se tratasse.
E tudo isto eu vi, num dia de céu azul, sem uma única nuvem no céu, nem uma simples brisa inundava o ar; apenas o sol brilhava com todo o seu esplendor e espalhava a sua luz e todo o seu calor.
Todas as paredes da casinha eram de um amarelo clarinho, enquanto o seu tecto era de uma cor nívea, o seu chão de madeira clarinha toda envernizada, que nem apetecia pisar, com medo de estragar.
À entrada da casinha, um enorme hall com um móvel de madeira escura, que em cima tinha imensas fotografias da família, um enorme espelho e um bengaleiro, um pote para pôr os chapéus-de-chuva e um enorme tapete que convidava a limpar os pés. De seguida uma porta toda ela de madeira brilhante com uma maçaneta dourada.
Por de trás da porta, temos a sala de estar, com a sua enorme lareira. No centro da sala o sofá de um amarelo torrado bonito, a fazer contraste com as paredes; todos os móveis da divisão eram de uma madeira escura, muito bonita. Com quadros de paisagens, fotografias da família, estantes cheias de livros, puffs espalhados e almofadões de cores brilhantes, mantas em cima dos sofás, revistas espalhadas em cima da mesa; era a divisão mais aconchegante da casa. Sim... Existia uma televisão, mas ninguém lhe dava muita importância.
Desta sala era possível passar para a sala de jantar, para o escritório e para os quartos que eram quatro, mas deles não vou falar. A sua decoração era muito pessoal, era como cada pessoa da família, muito especial.
A sala de jantar, com a sua mesa enorme e imponente, mesmo ao centro, para todos os membros da família e para os amigos; com o armário de madeira escura aonde estavam os pratos, copos e talheres, as toalhas e os guardanapos de linho, as loiças da mãe, da avó e da sogra; o aparador de madeira escura trabalhada, mesmo de baixo da janela, enorme e que deixava entrar toda a luz imponente do sol. Na parede, mais quadros de paisagens e uma réplica da "Última Ceia". O que só mostrava a Fé desta família. E por último, o escritório.
O local sagrado da casa, com a secretária de madeira negra no centro atufalhada de papéis, e as poltronas de pele escura, as prateleiras cheias de livros, que rodeavam a divisão. A enorme varanda, por trás da secretária, era a única fonte de calor para aquela divisão.
A grande particularidade desta casa, era estar numa falésia, como a da fotografia acima. As janelas tinham vista para o mar, logo... Quando chegava o final da tarde, a família toda juntava-se para ver o Sol mergulhar no mar. E não havia vista mais bela do que esta, porque a paz que transmitia era única.
E assim se tornou, a bela casinha, numa Casa de Sonho.
A sala de jantar, com a sua mesa enorme e imponente, mesmo ao centro, para todos os membros da família e para os amigos; com o armário de madeira escura aonde estavam os pratos, copos e talheres, as toalhas e os guardanapos de linho, as loiças da mãe, da avó e da sogra; o aparador de madeira escura trabalhada, mesmo de baixo da janela, enorme e que deixava entrar toda a luz imponente do sol. Na parede, mais quadros de paisagens e uma réplica da "Última Ceia". O que só mostrava a Fé desta família. E por último, o escritório.
O local sagrado da casa, com a secretária de madeira negra no centro atufalhada de papéis, e as poltronas de pele escura, as prateleiras cheias de livros, que rodeavam a divisão. A enorme varanda, por trás da secretária, era a única fonte de calor para aquela divisão.
A grande particularidade desta casa, era estar numa falésia, como a da fotografia acima. As janelas tinham vista para o mar, logo... Quando chegava o final da tarde, a família toda juntava-se para ver o Sol mergulhar no mar. E não havia vista mais bela do que esta, porque a paz que transmitia era única.
E assim se tornou, a bela casinha, numa Casa de Sonho.
Talvez um dia venha a ser real... Quem sabe...!
segunda-feira, 16 de março de 2009
"Duas Conchas"
Comentei o texto de um amigo, com este texto. Não é meu, mas na altura em que o li pela primeira vez... Teve um significado tão importante e tão bonito e ao mesmo tempo tão real que o quis colocar aqui... Apesar de os motivos já não serem os mesmos, o texto continua a ser muito bom.
"Não havia vento, não havia ondas, nem uma brisa se sentia naquele recanto de mundo a que alguém um dia chamou de praia.
Era cedo, muito cedo, a manhã estava com um céu azul tão brilhante que o mar sentia-se envergonhado por naquele dia não ter semelhante cor, mas ao mesmo tempo sentia-se protegido... Mas não aquela concha que nessa manhã deu à praia (vamos chamar-lhe de A).
Mas não estava só... Lá ao longe outra concha (a que vamos chamar de G) vislumbrava aquele acontecimento... A chegada de mais uma concha àquela praia.
Todos os anos este invulgar evento ocorria, este ano pertencia a A e a G. Elas (as conchas) eram lançadas no alto mar por alguém (a que vamos chamar de destino) e as duas primeiras conchas a alcançar aquele aglomerado de torrões de terra, viviam para sempre felizes.
Mas desta vez e infelizmente as coisas não acabavam com um final feliz... Não desta vez. Para G era a primeira vez que acontecia esta aventura... Para A... Também. Contudo não seria a primeira vez que aquelas conchas se encontravam... Aquele olhar trocado entre ambas dizia tudo... De certeza que em outra realidade já teriam partilhado confidências.
Este dia foi marcado por alegrias mil entre as duas conchas. Foi um dia de sussurros, de brincadeiras, de alegria partilhada, de maneiras iguais de ver o mundo e até várias cusquices sobre ele e sobre a vida, (a curta vida delas). G transbordava de alegria, tanta... Tanta que poderia o mundo acabar ali aos seus pés que ele viveria para sempre feliz para onde quer que fosse. O dia passou num ápice (rápido demais mesmo...) e G reparou que A estava quase desfalecida, o longo caminho percorrido até alcançar aquela praia era a razão. G na sua simplicidade/cortesia, segurou em A e delicadamente deitou-a num leito de algas verdes (construídas por si)... Umas lindas algas verdes que davam cor de esperança aquele lugar. Passaram-se vários dias e A não melhorava. O dia de G era preenchido a tentar animar aquela outra concha. Ele contava histórias, desenhava na areia lindas figuras só para a animar, procurava os melhores raios de sol para aquecê-la e quando ficavam fortes demais... Procurava a melhor sombra.
G sentia-se contente por estar a ajudar, sentia-se útil, preenchido, alegre como uma criança traquinas, mesmo não tendo de A... Qualquer gesto de ternura. Mas G não desistia, considerava que lhe estava destinado aquela sua maneira de ser útil. Que engano, que engano ele estaria a cometer, mas também... Não havia naquela imensidão de praia quem lhe ouvisse e ele não sabia falar nem com o mar nem com o vento, habitou-se a viver daquela forma.
Certa manhã A acordou muito melhor, G não viu... Foi a brisa que lhe disse porque ainda continuava a dormir. A noite passada à procura de pauzinhos de madeira secos para fazer uma pequena fogueira e aquecer A, havia-lhe tomado as forças.
A levantou-se e olhou para G, mas nem lhe tocou... Não sabendo bem porquê, retirou-se devagarinho sem barulho, nem mesmo amparou aquele manto de algas por cima de G para lhe aconchegar o sono... Como ele lhe fazia todas as manhãs. Sem destino caminhou sempre em frente e conseguiu sair daquele lugar, sem nunca olhar para trás... Como poderia ser? Como? Então não existiu nem um pingo de sentimento? O brilho do Sol a tocar ligeiramente o mar fez desvanecer aquela figura aos poucos até ao ocaso total.
Já o Sol estava alto quando G acordou e olhando para todos os lados procurou por A muito preocupado... Tinha receio que o frio e o vento da noite passada lhe tivessem levado, estando ela tão fraca. Mas com o decorrer do dia, das semanas, dos meses, reflectiu interiormente que nunca mais veria a sua alma gémea. Todo esse tempo fez com que aprende-se a falar com mar e mesmo com o vento que lhe apresentou à estrelas, mas também elas não sabiam o porquê de A ter partido. Por vezes tem a noção de a ouvir ao longe a dizer: “estou aqui, estou aqui”...
Mas de seguida tal momento desvanece-se com mais um pôr-do-sol. É apenas um engano momentâneo. G passou a ser mais uma daquelas conchas a que nos habituámos a pisar quando percorremos a praia, foi apenas mais uma e... Ele que queria ser diferente... Conta-se que... Ao luar ainda a procura ao longo daquela praia escrevendo frases banais na areia como: “Onde andas?”, “Não te escondas”...
À procura de uma saída daquele sítio porque sozinho não consegue, não consegue mesmo, porque... Falta-lhe um A.
de Rui Maloveci"
E não é que o A falta mesmo? Partiu quando teve de partir e não mais regressou...
"Não havia vento, não havia ondas, nem uma brisa se sentia naquele recanto de mundo a que alguém um dia chamou de praia.
Era cedo, muito cedo, a manhã estava com um céu azul tão brilhante que o mar sentia-se envergonhado por naquele dia não ter semelhante cor, mas ao mesmo tempo sentia-se protegido... Mas não aquela concha que nessa manhã deu à praia (vamos chamar-lhe de A).
Mas não estava só... Lá ao longe outra concha (a que vamos chamar de G) vislumbrava aquele acontecimento... A chegada de mais uma concha àquela praia.
Todos os anos este invulgar evento ocorria, este ano pertencia a A e a G. Elas (as conchas) eram lançadas no alto mar por alguém (a que vamos chamar de destino) e as duas primeiras conchas a alcançar aquele aglomerado de torrões de terra, viviam para sempre felizes.
Mas desta vez e infelizmente as coisas não acabavam com um final feliz... Não desta vez. Para G era a primeira vez que acontecia esta aventura... Para A... Também. Contudo não seria a primeira vez que aquelas conchas se encontravam... Aquele olhar trocado entre ambas dizia tudo... De certeza que em outra realidade já teriam partilhado confidências.
Este dia foi marcado por alegrias mil entre as duas conchas. Foi um dia de sussurros, de brincadeiras, de alegria partilhada, de maneiras iguais de ver o mundo e até várias cusquices sobre ele e sobre a vida, (a curta vida delas). G transbordava de alegria, tanta... Tanta que poderia o mundo acabar ali aos seus pés que ele viveria para sempre feliz para onde quer que fosse. O dia passou num ápice (rápido demais mesmo...) e G reparou que A estava quase desfalecida, o longo caminho percorrido até alcançar aquela praia era a razão. G na sua simplicidade/cortesia, segurou em A e delicadamente deitou-a num leito de algas verdes (construídas por si)... Umas lindas algas verdes que davam cor de esperança aquele lugar. Passaram-se vários dias e A não melhorava. O dia de G era preenchido a tentar animar aquela outra concha. Ele contava histórias, desenhava na areia lindas figuras só para a animar, procurava os melhores raios de sol para aquecê-la e quando ficavam fortes demais... Procurava a melhor sombra.
G sentia-se contente por estar a ajudar, sentia-se útil, preenchido, alegre como uma criança traquinas, mesmo não tendo de A... Qualquer gesto de ternura. Mas G não desistia, considerava que lhe estava destinado aquela sua maneira de ser útil. Que engano, que engano ele estaria a cometer, mas também... Não havia naquela imensidão de praia quem lhe ouvisse e ele não sabia falar nem com o mar nem com o vento, habitou-se a viver daquela forma.
Certa manhã A acordou muito melhor, G não viu... Foi a brisa que lhe disse porque ainda continuava a dormir. A noite passada à procura de pauzinhos de madeira secos para fazer uma pequena fogueira e aquecer A, havia-lhe tomado as forças.
A levantou-se e olhou para G, mas nem lhe tocou... Não sabendo bem porquê, retirou-se devagarinho sem barulho, nem mesmo amparou aquele manto de algas por cima de G para lhe aconchegar o sono... Como ele lhe fazia todas as manhãs. Sem destino caminhou sempre em frente e conseguiu sair daquele lugar, sem nunca olhar para trás... Como poderia ser? Como? Então não existiu nem um pingo de sentimento? O brilho do Sol a tocar ligeiramente o mar fez desvanecer aquela figura aos poucos até ao ocaso total.
Já o Sol estava alto quando G acordou e olhando para todos os lados procurou por A muito preocupado... Tinha receio que o frio e o vento da noite passada lhe tivessem levado, estando ela tão fraca. Mas com o decorrer do dia, das semanas, dos meses, reflectiu interiormente que nunca mais veria a sua alma gémea. Todo esse tempo fez com que aprende-se a falar com mar e mesmo com o vento que lhe apresentou à estrelas, mas também elas não sabiam o porquê de A ter partido. Por vezes tem a noção de a ouvir ao longe a dizer: “estou aqui, estou aqui”...
Mas de seguida tal momento desvanece-se com mais um pôr-do-sol. É apenas um engano momentâneo. G passou a ser mais uma daquelas conchas a que nos habituámos a pisar quando percorremos a praia, foi apenas mais uma e... Ele que queria ser diferente... Conta-se que... Ao luar ainda a procura ao longo daquela praia escrevendo frases banais na areia como: “Onde andas?”, “Não te escondas”...
À procura de uma saída daquele sítio porque sozinho não consegue, não consegue mesmo, porque... Falta-lhe um A.
de Rui Maloveci"
E não é que o A falta mesmo? Partiu quando teve de partir e não mais regressou...
Pensamento da Madrugada
"What happens in Vegas, stays in Vegas"
Se há uns anos não concordava com esta frase... Hoje em dia, acho-a deliciosamente verdadeira e real.
Se há uns anos não concordava com esta frase... Hoje em dia, acho-a deliciosamente verdadeira e real.
domingo, 15 de março de 2009
O coração...

Assim se inicia a história de um coração dividido, entre quem já tinha e quem o começou a querer:
"Passaram-se anos de conversas, de partilhas e de boleias de carro; até que uma noite ao som de uma música de fundo, que de tão insignificante, não ficou na memória, se inicia uma troca de gostos gastronómicos: "A massa com o queijo..."
Trocam-se olhares, e inconscientes toques na mão... Fica um clima no ar, e alguém que salienta: "Quem passar por aqui, o que irá pensar?"
Dá-se a primeira troca de mensagens, entre um "bom apetite", e um "janta por mim", até a um "beijo doce" e um "és linda, doce!".
Inicia-se um belo... Romance?! Será esta a palavra?! Platónico ou real, não se sabe. Apenas consta que algo aconteceu...
Entre jantares de amigos e saídas à noite, passeios pela marginal e jantares a dois, escapadelas para fumar cigarros, conversas que se estendiam pela madrugada a dentro e trocas intermináveis de mensagens... Algo foi surgindo, e confundindo, um dos corações.
Algo que parecia tão simples e tão impossível, de repente se torna real e desejável, mas o coração já estava ocupado, e coitado, teve de escolher...
Apesar da paz que lhe foi dada a conhecer, de toda a beleza e empatia que encontrou, o coração opta por quem já lá morava.
No entanto... O coração começa a definhar, ao perceber que quem o queria já não sente o mesmo fascínio, e que o tempo de espera terminou.
O coração sente-se triste e sozinho, apesar da sua escolha, porque algo no seu interior ficou.
Uma ponta de saudade, um misto de desejo e ternura, um amor inexplicável, um laço de doçura?! Nem ele sabe, nem quem o queria; o que apenas se sabe é que o coração escolheu o que pensava, ou não, que queria. E assim terminou, uma história bem curta.
O coração ficou com quem escolheu, e quem o queria, um outro coração escolheu."
sábado, 14 de março de 2009
"E Depois Do Adeus"
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
Paulo de Carvalho
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